Após denúncia em reportagem veiculada no Fantástico, a Prefeitura de Cabedelo iniciou o processo que rompimento de contrato com a empresa Lemon, responsável por uma série de serviços na administração municipal. A empresa é suspeita de fazer parte do esquema que afastou Edvaldo Neto, ex-prefeito interino, para beneficiar membros de uma facção criminosa com desvio de recursos públicos.
De acordo com o atual prefeito interino da cidade, José Pereira, o processo de rompimento contratual vai ser feito de forma gradual, com objetivo de não interromper os serviços municipais abruptamente. Cerca de 700 pessoas são empregadas pela empresa e prestam serviços terceirizados para a administração municipal atualmente.
Também é previsto uma contratação emergencial de uma nova empresa, para assumir os serviços na cidade. Órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), estão sendo informados sobre as etapas dessas contratações.
O que diz a Lemon
Em nota, a empresa Lemon informou que emprega mais de 700 pessoas em Cabedelo e que exige certidões criminais negativas desde 2024. Afirmou que as denúncias de folha paralela atingem centenas de trabalhadores.
Um destino turístico é tomado pelo crime. A cidade de Cabedelo passou a ser comandada, a partir de um esquema investigado, à distância por uma facção criminosa instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal e o Ministério Público já realizaram mais de dez operações para combater a corrupção e o crime organizado na cidade, onde segundo a reportagem, criminosos ditam regras e interferem na rotina dos moradores.
Diante da denúncia dando conta da ação de facções criminosas na cidade de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, o secretário de Segurança Pública do Estado da Paraíba, Jean Nunes, afirmou que a correlação entre o crime organizado e o poder público tem dificultado o combate ao avanço das facções no estado.
Jean Nunes disse em entrevista que “as forças de segurança não têm medido esforços pra trazer tranquilidade ao município de Cabedelo”. Segundo ele, entre as maiores dificuldades encontradas pelas forças de segurança para combater o avanço das facções está “a correlação entre o crime e o poder público”.
Redação