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Presidente da Cagepa diz que falta de água em bairros de JP ocorre por questões estruturais: “Água é suficiente”

Foto: Reprodução do Youtube / Portal Correio

O diretor-presidente da Cagepa, Marcus Vinícius, afirmou nesta terça-feira (12), que os problemas de desabastecimento registrados em alguns bairros de João Pessoa não acontecem por falta de água, mas sim por questões estruturais relacionadas ao crescimento urbano da capital paraibana.

Durante entrevista à rádio Correio 98 FM, o gestor alegou que a quantidade de água produzida atualmente é suficiente para abastecer toda a cidade, inclusive com perspectiva de ampliação da oferta através da Barragem de Cupissura.

“Hoje eu produzo para a cidade de João Pessoa em torno de 3.300 a 3.400 litros por segundo. Essa água é suficiente para a gente atender a cidade tranquilamente. Inclusive, estamos ampliando essa oferta em mais de 600 litros por segundo com a Barragem de Cupissura. Então, água tem suficiente”, explicou.

O presidente da Cagepa destacou que o crescimento acelerado de algumas regiões da capital exige adaptações na rede de distribuição para garantir pressão adequada até áreas mais afastadas ou elevadas.

“Existem algumas situações em virtude de relevo. Eu tenho um reservatório numa região e a cidade cresceu em outra. Então, preciso ter cota para gerar pressão para essa água chegar nesse local. Muitas vezes eu tenho quantidade, mas o ponto ficou mais afastado e é necessário fazer ajustes, colocar novas redes e ampliar estruturas”, afirmou.

Marcus Vinícius explicou ainda que o abastecimento depende não apenas do volume de água disponível, mas também da pressão da rede para que a água consiga chegar aos imóveis.

“Na linguagem mais popular, a água trabalha com quantidade e força. Às vezes eu tenho quantidade, mas preciso melhorar a força para que ela alcance determinadas localidades”, disse.

Como exemplo, o gestor citou a substituição recente de uma rede principal em uma cidade onde a estrutura antiga já não suportava o crescimento populacional.

“A cidade cresceu com uma tubulação de 85 milímetros numa rede tronco. Depois foram ampliando redes menores e chegou um momento em que foi necessário trocar para uma tubulação de 150 milímetros para conseguir ofertar mais água às demais redes”, concluiu.

PB Agora

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