O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), rebateu nesta terça-feira (12) críticas da oposição sobre os recursos deixados em caixa pelo Governo do Estado e demonstrou preocupação com o que classificou como “desconhecimento sobre gestão pública” por parte de adversários políticos.
Durante entrevista, João respondeu às declarações de lideranças oposicionistas, como o senador Efraim Filho e o deputado Wallber Virgolino, que questionaram o fato de o Estado manter cerca de R$ 4 bilhões em caixa enquanto ainda existem demandas por obras, investimentos e reivindicações do funcionalismo público.
Ao defender a política fiscal adotada em sua gestão, João afirmou que o saldo financeiro é resultado de planejamento e responsabilidade administrativa, destacando que a Paraíba mantém, pelo sexto ano consecutivo, nota máxima na capacidade de pagamento junto aos órgãos de avaliação fiscal.
“Essas críticas demonstram desconhecimento do que é fazer gestão pública. Existe uma coisa chamada fluxo de caixa. Qualquer empresa privada faz isso, qualquer família faz isso dentro de casa”, afirmou.
Segundo o ex-governador, os recursos disponíveis são utilizados para garantir pagamentos em dia, manter obras em andamento e assegurar investimentos estruturantes em diversas áreas.
João lembrou que o programa Paraíba 2025/2026 prevê cerca de R$ 11 bilhões em investimentos, sendo R$ 9 bilhões oriundos de recursos próprios do Estado. Ele ressaltou ainda que a manutenção do caixa permitiu pagar servidores dentro do mês trabalhado desde 2019, além de honrar compromissos com fornecedores e garantir continuidade das obras públicas.
“Esse dinheiro não está parado. Ele está comprometido com obras, licitações, programas e investimentos que acontecem mês a mês”, explicou.
O ex-governador também citou avanços em áreas como saúde pública, incluindo programas como o Opera Paraíba, Coração Paraibano e Paraíba Contra o Câncer, além da expansão de serviços hospitalares no interior do estado.
Ao final, João endureceu o tom ao comentar o discurso da oposição e disse temer que uma eventual gestão sem controle fiscal possa comprometer a estabilidade financeira do Estado.
“Se eles não entendem isso, é porque não conseguem entender o que é gestão pública. E eu fico preocupado se alguém com essa leitura chegar ao Governo do Estado: vai torrar o dinheiro do Estado todinho de uma vez e ficar sem condição até de pagar a folha do outro mês”, declarou.
OUÇA!
PB Agora