Mesmo filiada ao MDB e integrando a base política do pré-candidato ao Senado, André Gadelha (MDB), a deputada estadual Camila Toscano indicou nesta quinta-feira (21), em entrevista ao Arapuan Verdade, que o grupo político liderado pela prefeita de Guarabira, Léa Toscano, poderá apoiar o ex-prefeito Nabor Wanderley (Rep) na disputa ao Senado em 2026, mesmo
Durante entrevista, Camila afirmou que o grupo segue fechado com o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, e com a reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo, mas admitiu que ainda avalia o segundo voto para o Senado.
“Nós estamos fechados com Cícero Lucena e com o senador Veneziano. Agora, sobre o Senado, a gente tem que conversar, pensar no que é melhor para Guarabira”, declarou.
Apesar de evitar fechar questão em torno de André Gadelha, Camila admitiu ter boa relação com Nabor Wanderley e não descartou apoio ao ex-gestor.
“Eu tenho um carinho por Nabor, um respeito. Conheço a história dele”, afirmou.
Segundo a deputada, a decisão será tomada em conjunto pelo grupo político nas próximas semanas e levará em consideração os interesses de Guarabira e da região.
“Não é uma decisão minha, nem de dona Léa. É uma decisão de um grupo político”, pontuou.
Camila também revelou forte insatisfação com o ex-governador João Azevêdo e afirmou que o gestor estadual perdeu a oportunidade de conquistar o apoio do grupo em Guarabira.
“Teria a oportunidade de ter o nosso voto se tivesse feito alguma coisa por Guarabira”, disparou.
A deputada criticou a falta de diálogo entre o Governo do Estado e a prefeita Léa Toscano, alegando que nem mesmo pedidos institucionais teriam sido respondidos.
“Minha mãe foi prefeita ainda no governo João Azevêdo e ele nunca recebeu. Nós pedimos ajuda para a Festa da Luz e sequer responderam”, afirmou.
Camila Toscano disse ainda que, diante da dependência financeira dos municípios, o grupo precisa apoiar candidatos que mantenham relação próxima com a cidade.
“Hoje, se você não tiver deputados atuantes e senadores ajudando, as cidades não andam”, concluiu.
PB Agora