Para João, RC distorce modelo de financiamento da obra
O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo, rebateu nesta terça-feira (12) as críticas feitas pelo ex-governador Ricardo Coutinho sobre a execução das obras do Arco Metropolitano de João Pessoa.
Durante entrevista, João reagiu à declaração de Ricardo, que afirmou que a obra estaria sendo apresentada como ação do Governo da Paraíba, apesar de integrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
Ao responder, João Azevêdo afirmou que há uma tentativa de distorcer a discussão e explicou que o PAC reúne obras executadas com diferentes fontes de financiamento, incluindo recursos da União, empréstimos e investimentos privados.
“Era bom perguntar a ele todas as obras que ele fez com financiamento, se eram dele ou se eram do banco que financiou”, disparou.
Segundo João, o Arco Metropolitano não recebeu recursos diretos da União para sua execução. De acordo com ele, o Estado precisou contratar financiamento junto ao BNDES para garantir a realização da obra, assumindo posteriormente o pagamento do empréstimo.
“O governo federal não tinha o dinheiro para repassar. O Estado tirou um financiamento no BNDES e quem vai pagar esse recurso é o Estado. Então a obra é feita com recurso do Estado, embora esteja dentro do PAC”, explicou.
O ex-governador também citou como exemplo o Hospital de Trauma do Sertão, afirmando que, neste caso, há aporte direto da União, além de contrapartida estadual para equipamentos e complementação financeira.
João ainda destacou que o PAC engloba diferentes modalidades de investimento, incluindo concessões à iniciativa privada, e afirmou que a discussão eleitoral tem provocado narrativas distorcidas sobre as obras.
“Eu jamais esconderia uma obra do governo federal. As parcerias existem, mas é preciso jogar com a verdade”, concluiu.
Redação