A deputada estadual Camila Toscano, do MDB, defendeu nesta quinta-feira um posicionamento de neutralidade diante da polarização nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, a parlamentar afirmou que não pretende aderir a “radicalismos” e disse priorizar pautas e alianças locais pensando nas eleições de 2026.
Segundo Camila, o país vive um cenário político dividido e marcado pela rejeição entre os eleitores, o que, na avaliação dela, vem definindo os últimos pleitos presidenciais.
“Eu não faço parte de nenhum lado ou de outro do radicalismo. Isso não é bom pra ninguém, não é bom pro nosso estado, não é bom pro nosso país”, afirmou.
A deputada disse acreditar que as últimas eleições presidenciais foram decididas mais pela rejeição aos adversários do que propriamente por apoio político consolidado.
“Na primeira eleição que Bolsonaro venceu, as pessoas não queriam o PT. Na última, as pessoas não queriam Bolsonaro. Então, para mim, tomar partido nesse sentido não faz parte da minha política”, declarou.
Ao comentar os reflexos da disputa nacional na Paraíba, Camila Toscano defendeu que o foco principal do grupo político ao qual pertence deve estar na construção da chapa estadual, especialmente em torno da pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao Governo do Estado.
Ela afirmou que prefere manter uma posição equilibrada para não afastar eleitores de diferentes espectros políticos, principalmente em sua base eleitoral em Guarabira.
“Tem pessoas que votam em mim e são ligadas a Lula, mas a direita também vota em mim. Então eu não vou radicalizar porque isso não faz parte da minha forma de trabalhar”, explicou.
Camila também destacou que sua atuação política é guiada por pautas específicas, e não por alinhamentos ideológicos automáticos. Como exemplo, citou medidas voltadas ao combate à violência contra a mulher aprovadas pelo governo federal.
“Eu vou pela pauta. Se aquela pauta me interessa, eu apoio. O governo Lula fez leis importantes sobre a violência contra a mulher e isso eu reconheço”, pontuou.
A fala da parlamentar reforça a estratégia de setores da oposição paraibana de tentar evitar que a disputa estadual de 2026 seja totalmente nacionalizada entre lulismo e bolsonarismo.
PB Agora