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Cabo Gilberto tenta conter desgaste após polêmica da PEC 6×1 e diz que teve fala distorcida

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O deputado federal Cabo Gilberto Silva tentou se defender das críticas recebidas após votar favoravelmente à proposta ligada à PEC que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. Em declaração nesta semana, o parlamentar afirmou que foi “imoralizado” por informações falsas disseminadas nas redes sociais sobre sua posição no debate.

“Eu fui muito desmoralizado com fake news. Falaram que eu estava defendendo a PEC da escravidão, 52 horas, que eu ia votar contra. Em nenhum momento eu falei isso”, declarou o deputado.

A fala ocorre após forte repercussão negativa envolvendo a assinatura de Cabo Gilberto em uma proposta articulada por parlamentares da oposição, que previa uma transição de até 10 anos para o fim da escala 6×1 e abria brechas para jornadas ampliadas em casos específicos.

O texto criava um regime especial para atividades essenciais, previa contrapartidas fiscais para empresas e admitia acordos que podiam elevar a carga horária semanal para até 52 horas. Na prática, os cálculos apontavam possibilidades como:

  • 7 dias de trabalho: cerca de 7h40 por dia, sem descanso semanal;
  • 6 dias de trabalho: aproximadamente 8h40 diárias, com um dia de descanso;
  • 5 dias de trabalho: cerca de 10h24 por dia, com dois dias de folga.

Atualmente, a legislação estabelece jornada semanal de 44 horas, com direito a um dia e meio de descanso.

Entre os deputados federais da Paraíba, Cabo Gilberto foi o único a subscrever a famigerada proposta. O tema provocou reação de sindicatos, movimentos trabalhistas e parlamentares da esquerda, que acusaram o texto de representar um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

A tramitação acabou sendo suspensa após pedido de vista apresentado na comissão. O deputado federal Mauricio Marcon chegou a afirmar que a decisão havia sido discutida justamente com o líder do PL na Câmara, Cabo Gilberto.

Apesar das críticas, o deputado paraibano afirma defender mudanças no texto no Senado para garantir compensações ao setor produtivo e evitar impactos econômicos mais severos às empresas.

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