O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, voltou a comentar nesta quarta-feira (27) as especulações envolvendo a formação da chapa majoritária do senador Efraim Filho para a disputa ao Governo da Paraíba em 2026. Durante entrevista, Bruno descartou a possibilidade de sua mãe, Anelisse Cunha Lima, integrar a chapa como candidata a vice-governadora, mas não fechou as portas para uma eventual participação da primeira-dama de Campina Grande, Juliana Cunha Lima.
Ao comentar os rumores sobre Anelisse, o prefeito classificou as informações como meramente especulativas e chegou a dizer que algumas teses levantadas nos bastidores políticos chegam a ser “pitorescas”.
“Eu acho que essas especulações todas em torno de participação ou não terminam sendo mais do campo de fato especulativo. Confesso até que tem certas horas que dá vontade de rir, porque algumas teses que aparecem são as mais pitorescas possíveis”, afirmou.
Bruno fez questão de destacar o perfil da mãe e afirmou que, apesar de reconhecer nela aptidão para a vida pública, disputar eleições nunca esteve entre seus objetivos pessoais.
“Quem conhece minha mãe sabe que, de todas as possíveis aspirações que ela pode ter na vida, ser candidata não é uma delas. Não que ela não tenha condições. Ela tem todas as aptidões, é uma política nata na área social e de políticas públicas. Foi com ela que aprendi a respeitar quem mais precisa”, declarou.
O prefeito ainda ironizou parte das especulações, afirmando que muitas delas sequer levam em consideração aspectos básicos, como filiação partidária. “Se começar checando filiação, já consegue matar boa parte das especulações”, disse.
Apesar de afastar o nome da mãe, Bruno não descartou a presença de Juliana Cunha Lima na composição da chapa de Efraim Filho. Segundo ele, o diálogo continua acontecendo não apenas com o senador, mas também com outros aliados políticos do grupo.
O gestor, porém, ressaltou que qualquer decisão sobre uma eventual candidatura da primeira-dama dependerá прежде de tudo da vontade dela própria e garantiu que não fará pressão para que Juliana entre na disputa.
“Continua existindo diálogo com Efraim e com nossa base de aliados. Mas essa é uma decisão que, antes de tudo, pertence a Juliana, enquanto mulher e enquanto pessoa. Eu tenho influência, participo, mas não sou e não serei o tipo de marido que vai obrigar minha esposa por uma aspiração política minha ou por vontade de ocupar espaço. Não é o meu tipo de formação”, afirmou.
As declarações acontecem poucos dias após Juliana Cunha Lima anunciar nas redes sociais que está grávida, fato que também passou a ser incluído nas discussões políticas envolvendo a possível composição da chapa oposicionista para 2026.
Durante a entrevista, Bruno ainda citou que terá uma audiência com o governador em exercício, Lucas Ribeiro, reforçando que mantém diálogo institucional e político em meio às movimentações que começam a ganhar força nos bastidores da sucessão estadual.
PB Agora