O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), decidiu se posicionar contra o envio de tropas federais para municípios considerados sensíveis pela Justiça Eleitoral durante as eleições de 2026. A manifestação oficial será encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) nesta quarta-feira (27).
Na resposta preparada pelo Governo do Estado, a gestão afirma que as forças de segurança pública da Paraíba possuem capacidade operacional suficiente para garantir a ordem e a segurança do processo eleitoral sem necessidade de reforço federal.
Os pedidos de tropas federais foram apresentados em abril pelos juízes eleitorais das cidades de Bayeux, Itabaiana e Piancó. Nos casos de Bayeux e Itabaiana, os magistrados citaram preocupações relacionadas à atuação de facções criminosas, incluindo relatos de coação eleitoral e expulsão de moradores. Já em Piancó, a solicitação teve como base o clima de animosidade política no município.
De acordo com o documento obtido pela CBN Paraíba, o Governo do Estado destaca a experiência das forças de segurança na condução de operações eleitorais anteriores e argumenta que a Paraíba possui histórico de eleições sem ocorrências graves que comprometessem a ordem pública ou a confiabilidade do pleito.
A posição adotada por Lucas Ribeiro também levou em consideração parecer do secretário de Segurança Pública, Jean Nunes, que se manifestou contrário à necessidade de tropas federais.
Apesar de rejeitar o reforço externo, o governo assegurou que haverá ampliação do efetivo policial em áreas consideradas mais sensíveis antes, durante e após as eleições.
“Reitera-se o compromisso das forças de Segurança do Estado, assegurando que haverá incremento do aparato policial nos locais de maior demanda e necessidade operacional”, afirma trecho da manifestação do governador.
Na semana passada, o Exército Brasileiro colocou tropas federais à disposição da Justiça Eleitoral da Paraíba para eventual atuação no pleito de 2026, caso o reforço fosse considerado necessário.
Com o recebimento da manifestação do Governo do Estado, caberá agora ao TRE-PB analisar os pedidos encaminhados pelas zonas eleitorais e decidir se a solicitação será enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela decisão final sobre o envio de tropas federais.
PB Agora