A Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação de Mídia Digital (Amidi) divulgaram, nesta quinta-feira (3), uma nota conjunta de repúdio aos ataques feitos pela prefeita de Cajazeiras, Socorro Delfino, contra jornalistas, veículos de comunicação e perfis digitais. As entidades classificaram as declarações como uma tentativa de intimidar profissionais da imprensa e defenderam o livre exercício da atividade jornalística.
Entre os profissionais citados na nota estão os jornalistas Gilberto Lira, do site Resenha Politika, e Fabiano Gomes, do Fonte83. Segundo a API e a Amidi, os ataques ocorreram após a publicação de reportagens sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Instituto de Gestão Social de Pernambuco (IGESPE), entidade que possui serviços empenhados pela Prefeitura de Cajazeiras no valor de aproximadamente R$ 53 milhões.
As matérias mencionadas pelas entidades tiveram como base investigações da Polícia Federal e a prisão do presidente do IGESPE, Thomas Jefferson Lira.
De acordo com a nota, a prefeita utilizou seu perfil pessoal nas redes sociais para contestar as publicações e classificar as informações como “Fake”. Em uma das manifestações, Socorro Delfino escreveu: “NÃO VOU PAGAR PARA APAGAR”!
Para a API e a Amidi, a declaração representa uma insinuação, considerada pelas entidades grave e sem provas, de que jornalistas ou veículos de comunicação estariam envolvidos em práticas de chantagem.
Entidades citam episódio anterior
Na nota, as associações também afirmam que a prefeita já teria adotado postura semelhante anteriormente. As entidades citam um episódio ocorrido em fevereiro deste ano, quando, segundo elas, Socorro Delfino teria tentado desqualificar o portal Diário do Sertão após reportagens relacionadas aos gastos do Carnaval de Cajazeiras.
API e Amidi afirmam que manifestações de agentes públicos contra profissionais de imprensa não podem servir como instrumento de intimidação ou tentativa de limitar a atuação jornalística.
“As entidades lamentam a postura autoritária da prefeita e de qualquer agente político que tente intimidar ou limitar o exercício livre e democrático da imprensa e das empresas de comunicação”, diz o documento.
As associações também manifestaram solidariedade aos jornalistas e veículos citados e informaram que estão à disposição para oferecer suporte jurídico, caso os profissionais ou empresas decidam buscar reparação por danos morais na Justiça.
A nota foi assinada pelas diretorias da API e da Amidi e divulgada nesta quinta-feira (3), em João Pessoa.
CONFIRA A ÍNTEGRA
ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DE IMPRENSA – API
ASSOCIAÇÃO DE MÍDIA DIGITAL – AMIDI
Nota Conjunta de Repúdio
A Associação Paraibana de Imprensa (API) e a Associação de Mídia Digital (Amidi), de forma conjunta e uníssona, repudiam os ataques e injúrias dirigidos pela prefeita de Cajazeiras, Socorro Delfino, contra perfis digitais, veículos de comunicação e profissionais de imprensa, entre eles, os jornalistas Gilberto Lira, do site Resenha Politika, e Fabiano Gomes, do Fonte83.
Contrariada pela publicação de notícias sobre suspeitas de fraudes praticadas pelo Instituto de Gestão Social de Pernambuco (IGESPE), entidade cujos serviços empenhados pela Prefeitura de Cajazeiras somam R$ 53 milhões, a gestora do município publicou ofensas nas redes sociais sugerindo desvios de conduta ética e jornalística dos profissionais e veículos responsáveis por matérias baseadas na investigação da Polícia Federal e prisão do presidente do IGESPE, Thomas Jefferson Lira.
Nas postagens feitas no seu próprio perfil pessoal, replicadas em cadeia por seus assessores, subordinados diretos da Prefeitura e, portanto, servidores públicos, a prefeita ataca veículos e jornalistas classificando fatos de “Fake” e acrescentando: “NÃO VOU PAGAR PARA APAGAR”! Uma insinuação – criminosa e sem provas – de chantagens.
A prefeita é reincidente nesse método arbitrário e inaceitável. Em fevereiro deste ano, ou seja, poucos meses atrás, ela adotou estratégia semelhante para tentar desqualificar o portal Diário do Sertão, por acasião de reportagens sobre gastos do carnaval da cidade.
A API e a Amidi lamentam a postura autoritária da prefeita e de qualquer agente político que tente intimidar ou limitar o exercício livre e democrático da imprensa e das empresas de comunicação, se solidariza com os veículos e profissionais atacados, e se coloca à disposição para suporte jurídico, em caso da opção pela reparação por danos morais pela via judicial.
João Pessoa, Paraíba, 3 de Setembro de 2026
As diretorias
API e Amidi
PB Agora
