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Caso Banco Master provoca reação na Câmara de JP e une direita e esquerda em cobrança por investigação

O caso envolvendo o Banco Master repercutiu nesta quinta-feira (3) na Câmara Municipal de João Pessoa e provocou manifestações de vereadores de diferentes espectros políticos. Apesar das divergências sobre quem deve ser colocado no centro das apurações, parlamentares de direita e de esquerda convergiram na defesa de investigação e punição para os envolvidos, caso sejam identificadas irregularidades.

Em entrevista a programa Arapuan Verdade, o vereador Fábio Lopes, do PL, adotou um tom mais crítico ao comentar possíveis relações entre integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e pessoas ligadas ao caso. O parlamentar cobrou punições a ministros da Corte que eventualmente tenham participação ou responsabilidade nos fatos investigados, citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes.

“Um escárnio total que acontece na nossa sociedade. Parto do Supremo, especificamente um ministro, o Alexandre de Moraes, ligação direta com o Ricardo e nem apenas troca de mensagens, nem oi, bom dia, nem nada”, afirmou.

Fábio também mencionou informações que, segundo ele, teriam surgido a partir das investigações da Polícia Federal e defendeu que ninguém envolvido seja poupado de uma eventual responsabilização.

Do outro lado do espectro político, o vereador Marcos Henrique, do PT, também defendeu uma apuração rigorosa sobre o caso. Para o parlamentar, porém, a investigação não deve se concentrar apenas em autoridades ou personagens ligados a um determinado campo político.

Marcos Henrique afirmou que todos os envolvidos devem ser investigados e, caso sejam identificadas responsabilidades, punidos de acordo com a legislação.

“Nós queremos é que tudo seja apurado e seja punido aquele que tiver culpado no cartório. É isso que nós queremos. Chega de impunidade”, declarou.

O vereador também criticou a existência de possíveis irregularidades e defendeu que as investigações avancem até que sejam esclarecidas as responsabilidades de cada envolvido.

“Tem muita sujeira, tem muita podridão aí. E o que nós queremos é que realmente tudo seja liberado e que a gente possa conhecer quem realmente é corrupto aqui no nosso país”, acrescentou.

Redação

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