O prefeito de Léo Bezerra admitiu, na tarde desta sexta-feira (15), a possibilidade de cancelamento parcial ou até total do São João de João Pessoa caso a Prefeitura não receba apoio financeiro dos governos estadual e federal para a realização do evento.
Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, o gestor afirmou que a prioridade da administração municipal, neste momento, é lidar com os prejuízos provocados pelas fortes chuvas registradas na Capital nos últimos dias.
“Eu não quero assustar a população. Mas se não vier recursos do governo federal e do governo estadual, eu estou pronto para cancelar o São João”, declarou.
Léo Bezerra ressaltou que a Prefeitura ainda está contabilizando os danos causados pelos temporais em bairros da cidade e disse que o município não pode assumir sozinho os custos da festa junina enquanto enfrenta problemas estruturais urgentes.
“Eu ainda não sei quanto nós vamos gastar com essas chuvas em João Pessoa. Tem rua que virou cratera, pode derrubar casa. A gente trabalhou quase 24 horas em áreas alagadas. Não é justo uma cidade bancar isso tudo sozinha”, afirmou.
Ao comparar a situação de João Pessoa com o apoio recebido por outras cidades, o prefeito citou os recursos destinados ao São João de Campina Grande e questionou a ausência de investimentos para a Capital paraibana.
“Campina Grande recebeu recursos do Governo Federal. João Pessoa também tem um grande São João, cultural, que movimenta os bairros, gera emprego e renda. Por que João Pessoa ainda não recebeu nada?”, questionou.
Apesar do tom de preocupação, o prefeito garantiu que a gestão tenta manter a programação junina e destacou que algumas tradições devem ser preservadas, a exemplo do evento com o Padre Nilson Nunes, conhecido popularmente como Padre Zéuinho.
“O que eu não queria cancelar de jeito nenhum é o evento com o padre, porque já virou tradição. A população gosta muito”, comentou.
Léo Bezerra também revelou que a Prefeitura estuda alternativas para reduzir custos, incluindo a possibilidade de cancelar apresentações em determinados polos ou bairros, caso os recursos não sejam confirmados.
“Pode cancelar em algum bairro, pode cancelar na Lagoa, pode dividir o São João. Tudo isso está sendo discutido. Se os recursos chegarem, a gente faz com tranquilidade. Se não chegarem, vamos decidir com a equipe técnica o que será possível fazer”, concluiu.
PB Agora
