O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, afirmou nesta sexta-feira (15), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, que a parceria firmada com a empresa espanhola Acciona para operação do esgotamento sanitário em parte da Paraíba não representa privatização da estatal.
Segundo Marcos Vinícius, o modelo adotado é uma Parceria Público-Privada (PPP) para acelerar investimentos e ampliar a cobertura de saneamento em 85 municípios paraibanos. O contrato prevê investimentos da ordem de R$ 3,1 bilhões pelos próximos 25 anos.
“O cidadão continuará tendo relação com a Cagepa da mesma forma. Não é uma concessão. Estamos atraindo o setor privado para somar conosco nesse grande desafio que é universalizar o esgotamento sanitário”, declarou.
De acordo com o presidente, a Cagepa continuará responsável pelo relacionamento com os consumidores, fiscalização e gestão do sistema, enquanto a empresa parceira atuará na execução operacional e ampliação da infraestrutura.
Marcos Vinícius comparou o modelo ao que já ocorre atualmente em obras e serviços terceirizados da companhia. “Quem executa obra da Cagepa já é empresa privada. O que estamos fazendo agora é uma nova modelagem para acelerar investimentos e melhorar a cobertura do serviço”, explicou.
Durante a entrevista, o dirigente também rebateu comparações com modelos adotados em outros estados e reforçou que não haverá substituição da marca ou controle da estatal.
“A Cagepa continua pública, continua sendo do Governo do Estado e não existe qualquer processo de privatização”, afirmou.
O presidente ainda negou que exista estudo para privatização do sistema de abastecimento de água na Paraíba, mesmo diante dos recentes problemas de falta d’água registrados em bairros de João Pessoa.
Segundo ele, os transtornos recentes são consequência de obras de setorização e modernização da rede de distribuição, algumas delas em estruturas antigas implantadas desde o início do século passado.
“Não está na agenda da Cagepa nem do Governo do Estado qualquer medida de privatização da distribuição de água”, garantiu.
PB Agora
