O presidente da Cagepa, Marcos Vinícius, rebateu nesta sexta-feira (15) as críticas feitas pelo ex-governador Ricardo Coutinho sobre a Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela companhia para ampliar o esgotamento sanitário no estado.
Ricardo afirmou que o Governo estaria “entregando o filé” da empresa à iniciativa privada e criticou o modelo adotado pela estatal. Em resposta, Marcos Vinícius disse respeitar a opinião do ex-governador, mas defendeu a parceria e negou qualquer processo de privatização da companhia.
“Primeiro eu queria agradecer ao ex-governador pelo elogio à empresa qualificada, até porque eu fiz parte do governo dele em 2015 e 2016 e ajudei a tirar a empresa do buraco”, declarou durante entrevista ao programa Arapuan Verdade.
O dirigente afirmou que a Cagepa permanece pública, sustentável e financeiramente fortalecida. Segundo ele, a PPP tem como objetivo acelerar investimentos no saneamento sem transferir o controle da estatal.
“Não entregamos nada a ninguém, até porque nós não vendemos empresa. Pelo contrário. Depois de 20 e poucos anos, tudo volta para o patrimônio da companhia. Então, que privatização é essa que tanto se fala?”, questionou.
Marcos Vinícius também destacou que a companhia vive atualmente uma realidade diferente da enfrentada anos atrás. De acordo com ele, a Cagepa saiu de um déficit mensal de R$ 5 milhões para se tornar uma empresa superavitária e com capacidade de investimento.
“Defendo a empresa pública eficiente, sustentável, que presta um bom serviço e leve água de qualidade para a população. É isso que eu defendo e trabalho diariamente com mais de 2.600 companheiros para manter”, afirmou.
Ainda segundo o presidente, a entrada da iniciativa privada no projeto de esgotamento sanitário não substitui a Cagepa, mas soma esforços para ampliar a cobertura dos serviços em municípios paraibanos.
“Não temos que criminalizar o setor privado. Temos que trazer o que há de bom para se somar com a gente, mantendo a Cagepa pública e trabalhando para entregar o resultado que a população espera”, concluiu.
PB Agora
