A manifestação foi denominada de “Meta, tira a mão da nossa eleição”.
Organizações populares e entidades de defesa dos direitos digitais e da liberdade de expressão realizam, nesta segunda-feira (19), às 17h, um protesto em frente à sede da Meta, na região da Faria Lima, em São Paulo. A manifestação tem como mote “Meta, tira a mão da nossa eleição”.
O ato reúne o Levante Popular da Juventude, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento Brasil Popular, CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.
As entidades cobram esclarecimentos sobre denúncias de restrição de alcance, remoção de publicações e práticas de censura e suposto favorecimento de setores ligados ao bolsonarismo nas plataformas da empresa durante o processo eleitoral brasileiro.
Entre as reivindicações estão o fim de banimentos e restrições considerados arbitrários, a reparação imediata dos danos apontados, a criação de canais de apelação e a adoção de mecanismos de proteção para jornalistas, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.
Os movimentos também defendem mais transparência nos critérios de moderação e distribuição de conteúdos. Segundo as organizações, há relatos de manipulação e tratamento desigual entre diferentes posições políticas levantam preocupações sobre a influência das plataformas no debate democrático e nas eleições.
As organizações também exigem respostas da Meta às denúncias apresentadas à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal (MPF). Além disso, defendem o fortalecimento da soberania digital brasileira, com capacidade nacional para desenvolver e regular democraticamente suas próprias infraestruturas tecnológicas.
“A democracia brasileira não pode ficar à mercê dos interesses de bilionários e de empresas estrangeiras que controlam os espaços onde milhões de pessoas se informam e debatem política. Não aceitaremos que as plataformas atuem sem transparência ou interfiram nas condições da disputa eleitoral. O Brasil precisa garantir sua soberania digital e proteger o direito da população à informação e o livre debate sem tutela do imperialismo”, defende Camila Moraes, Militante do Levante Popular da Juventude, em comunicado divulgado na internet.
As entidades afirmam que as decisões sobre o futuro do Brasil não devem ficar submetidas a interesses estrangeiros.
PB Agora
