A falta de acesso ao saneamento básico está associada a uma diferença de quase dois anos na escolaridade média dos brasileiros. No Nordeste, a desigualdade também aparece, mas a região não apresenta o maior intervalo do país.
Dados do IBGE de 2024, reunidos pelo Instituto Trata Brasil, mostram que nordestinos que vivem em residências com acesso ao saneamento têm, em média, 8,58 anos de escolaridade. Entre aqueles que não contam com esses serviços, a média é de 6,81 anos, uma diferença de 1,77 ano.
O levantamento mostra que o impacto existe em todas as regiões brasileiras. No entanto, o maior intervalo está no Sudeste, com 2,14 anos de diferença. O Centro-Oeste aparece em seguida, com 2,01 anos, enquanto o Nordeste ocupa a terceira posição.
Nordeste não tem a maior diferença
Os dados de escolaridade média por região são:
- Sudeste: 9,95 anos com saneamento e 7,81 sem — diferença de 2,14 anos;
- Centro-Oeste: 9,78 e 7,77 — diferença de 2,01 anos;
- Nordeste: 8,58 e 6,81 — diferença de 1,77 ano;
- Sul: 9,66 e 8,04 — diferença de 1,62 ano;
- Norte: 9,10 e 7,96 — diferença de 1,14 ano.
Assim, embora o Nordeste esteja entre as regiões com maior déficit de saneamento, não é a região onde a diferença de escolaridade entre pessoas com e sem acesso aos serviços é maior.
Problema de infraestrutura ainda é expressivo
O fato de não liderar esse indicador não significa que o Nordeste tenha uma situação confortável. Segundo o Trata Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas na região vivem sem acesso à água potável, enquanto mais de 36 milhões não contam com coleta de esgoto.
A deficiência de infraestrutura pode ter reflexos na saúde e na educação. Crianças e adolescentes expostos a condições inadequadas de saneamento ficam mais sujeitos a doenças relacionadas à água contaminada e à ausência de coleta de esgoto, o que pode aumentar faltas escolares e prejudicar a trajetória educacional.
Impacto também aparece no desempenho escolar
O levantamento aponta ainda uma relação entre as condições sanitárias das moradias e o desempenho dos estudantes.
Dados do Enem de 2024 indicam que, no Nordeste, estudantes que vivem em residências com banheiro tiveram nota média de 524,96 pontos, enquanto aqueles que moram em casas sem banheiro registraram média de 481,48 pontos.
O cenário reforça que saneamento não é apenas uma questão de infraestrutura urbana. O acesso à água, ao esgoto e a condições adequadas de moradia pode influenciar saúde, permanência na escola e oportunidades futuras.
No Nordeste, portanto, o desafio permanece grande, mas os números mostram um quadro mais complexo: a região enfrenta um dos maiores déficits de saneamento do país, porém não apresenta a maior diferença de escolaridade entre quem tem e quem não tem acesso aos serviços.
Falta de saneamento reduz escolaridade em todo o país; Nordeste tem diferença de 1,77 ano
A falta de acesso ao saneamento básico está associada a uma diferença de quase dois anos na escolaridade média dos brasileiros. No Nordeste, a desigualdade também aparece, mas a região não apresenta o maior intervalo do país.
Dados do IBGE de 2024, reunidos pelo Instituto Trata Brasil, mostram que nordestinos que vivem em residências com acesso ao saneamento têm, em média, 8,58 anos de escolaridade. Entre aqueles que não contam com esses serviços, a média é de 6,81 anos, uma diferença de 1,77 ano.
O levantamento mostra que o impacto existe em todas as regiões brasileiras. No entanto, o maior intervalo está no Sudeste, com 2,14 anos de diferença. O Centro-Oeste aparece em seguida, com 2,01 anos, enquanto o Nordeste ocupa a terceira posição.
Nordeste não tem a maior diferença
Os dados de escolaridade média por região são:
Sudeste: 9,95 anos com saneamento e 7,81 sem — diferença de 2,14 anos;
Centro-Oeste: 9,78 e 7,77 — diferença de 2,01 anos;
Nordeste: 8,58 e 6,81 — diferença de 1,77 ano;
Sul: 9,66 e 8,04 — diferença de 1,62 ano;
Norte: 9,10 e 7,96 — diferença de 1,14 ano.
Assim, embora o Nordeste esteja entre as regiões com maior déficit de saneamento, não é a região onde a diferença de escolaridade entre pessoas com e sem acesso aos serviços é maior.
Problema de infraestrutura ainda é expressivo
O fato de não liderar esse indicador não significa que o Nordeste tenha uma situação confortável. Segundo o Trata Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas na região vivem sem acesso à água potável, enquanto mais de 36 milhões não contam com coleta de esgoto.
A deficiência de infraestrutura pode ter reflexos na saúde e na educação. Crianças e adolescentes expostos a condições inadequadas de saneamento ficam mais sujeitos a doenças relacionadas à água contaminada e à ausência de coleta de esgoto, o que pode aumentar faltas escolares e prejudicar a trajetória educacional.
Impacto também aparece no desempenho escolar
O levantamento aponta ainda uma relação entre as condições sanitárias das moradias e o desempenho dos estudantes.
Dados do Enem de 2024 indicam que, no Nordeste, estudantes que vivem em residências com banheiro tiveram nota média de 524,96 pontos, enquanto aqueles que moram em casas sem banheiro registraram média de 481,48 pontos.
O cenário reforça que saneamento não é apenas uma questão de infraestrutura urbana. O acesso à água, ao esgoto e a condições adequadas de moradia pode influenciar saúde, permanência na escola e oportunidades futuras.
No Nordeste, portanto, o desafio permanece grande, mas os números mostram um quadro mais complexo: a região enfrenta um dos maiores déficits de saneamento do país, porém não apresenta a maior diferença de escolaridade entre quem tem e quem não tem acesso aos serviços.
Redação com Brasil 61
