A Paraíba está entre os estados brasileiros em nível de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. O cenário acompanha a tendência nacional, impulsionada principalmente pela circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A.
De acordo com o levantamento, o estado registra crescimento nas notificações de casos graves, com destaque para infecções associadas ao VSR, que atingem principalmente crianças de até dois anos de idade. Além disso, a Paraíba também aparece entre as unidades da federação com aumento de casos relacionados à influenza A.
O avanço das doenças respiratórias preocupa autoridades de saúde, especialmente neste período do ano, marcado pela maior circulação de vírus. Embora algumas regiões do país já apresentem sinais de estabilização ou queda, o cenário ainda é de atenção na maior parte do território nacional.
Dados das últimas semanas epidemiológicas mostram que os principais vírus identificados nos casos positivos de SRAG são o VSR, a influenza A e o rinovírus. Entre os óbitos, a influenza A lidera como principal causa associada.
Diante desse quadro, especialistas reforçam a importância da vacinação, sobretudo para os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A imunização contra a gripe é considerada a principal estratégia para evitar casos graves e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde.
O boletim também destaca que a vacina contra o VSR pode ser aplicada em gestantes a partir da 28ª semana, contribuindo para a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Na Paraíba, a recomendação é que a população procure os postos de saúde para atualização da caderneta vacinal, enquanto as autoridades seguem monitorando a evolução dos casos e adotando medidas para conter o avanço das infecções respiratórias.
Redação com Brasil61
