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Meningite preocupa na PB: Estado confirma 38 casos e registra 11 mortes em 2026

A meningite preocupa na Paraíba após o Estado registrar 156 casos suspeitos da doença em 2026. Desse total, 38 foram confirmados e 11 pacientes morreram em decorrência da doença, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).

A meningite é uma infecção que atinge as meninges, membranas que protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, parasitas ou fatores não infecciosos e, principalmente nas formas bacterianas, pode evoluir rapidamente e provocar complicações graves.

A chefe do Núcleo de Imunizações da SES-PB, Márcia Fernandes, reforçou que a vacinação é uma das principais estratégias para prevenir as formas bacterianas da doença. Segundo ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente vacinas que protegem contra diferentes agentes causadores de meningite.

Entre os imunizantes disponíveis estão as vacinas meningocócica C e meningocócica ACWY, além das vacinas pneumocócica 20, pentavalente e BCG, que também oferecem proteção contra agentes capazes de provocar diferentes tipos de meningite.

“A vacinação continua sendo uma das principais estratégias de prevenção. Temos vacinas disponíveis gratuitamente pelo SUS que protegem contra diferentes bactérias capazes de causar meningite”, explicou Márcia Fernandes.

A vacina meningocócica C faz parte do calendário de vacinação infantil, enquanto a meningocócica ACWY é disponibilizada para crianças e adolescentes conforme as faixas etárias previstas no calendário nacional.

A vacina pneumocócica 20 protege contra doenças invasivas provocadas pelo pneumococo, incluindo a meningite. Já a pentavalente oferece proteção contra o Haemophilus influenzae tipo b, uma bactéria que pode causar meningite, principalmente em crianças. A BCG protege contra formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa.

Orientação para pais e responsáveis

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pais e responsáveis verifiquem regularmente o cartão de vacinação de crianças e adolescentes e procurem uma unidade de saúde caso existam doses em atraso.

“É importante que os pais e os responsáveis levem sua criança, seu adolescente, até uma unidade de saúde para verificar a situação vacinal, se existe alguma vacina em atraso”, reforçou a chefe do Núcleo de Imunizações.

A atualização da vacinação é considerada uma das principais medidas para reduzir o risco de doenças graves e evitar a circulação de agentes que podem provocar meningite.

Criança morreu em Campina Grande

Um caso recente chamou atenção em Campina Grande. No domingo (9), uma menina de três anos morreu após permanecer internada no Hospital de Emergência e Trauma desde o dia 4 de agosto.

A criança apresentava sintomas compatíveis com meningite, além de inflamação no ouvido e outras comorbidades. O caso foi registrado como suspeita de meningite, mas a causa da morte ainda aguardava confirmação laboratorial.

Segundo informações do hospital, a menina recebeu o tratamento indicado para casos suspeitos de meningite, mas não resistiu.

Sintomas exigem atenção

Os principais sintomas da meningite incluem febre, dor de cabeça intensa e vômitos. Em casos mais graves, podem aparecer manchas na pele, além de outros sinais de agravamento.

As meningites bacterianas estão entre as formas mais graves da doença. A meningocócica, provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, pode evoluir rapidamente e causar complicações graves ou morte quando não há diagnóstico e tratamento adequados.

Além do meningococo, outras bactérias podem provocar a doença, como o Streptococcus pneumoniae, conhecido como pneumococo, o Haemophilus influenzae tipo b e o Mycobacterium tuberculosis, responsável pela tuberculose.

Dados da Paraíba

De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, além dos 38 casos confirmados e das 11 mortes por meningite, foram registrados:

  • 17 altas após internações;
  • 2 óbitos por outras causas;
  • 8 casos com evolução ignorada ou sem informação registrada.

A meningite pode apresentar diferentes formas. A viral costuma ser menos grave e, em muitos casos, apresenta evolução favorável. Já a bacteriana pode evoluir rapidamente e exige atendimento médico e tratamento hospitalar.

A vacinação, o acompanhamento do calendário de imunização e a busca rápida por atendimento diante de sintomas suspeitos são medidas fundamentais para reduzir os riscos associados à doença.

Redação

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