A Assembléia Legislativa do Estado vai retomar o debate sobre a votação aberta em plenário. O assunto deve voltar à tona devido ao requerimento do deputado estadual Dr. Verissinho (PMDB) para aprovação do projeto de lei que estabelece que as votações em plenário passem a ser abertas, ou seja, os parlamentares expressaram o voto oralmente. O projeto que já foi apresentado pelo deputado Ruy Carneiro (PSDB), em 2007 deve retornar à pauta de votação da Casa de Epitácio Pessoa pelas mãos do deputado estadual Dr. Verissinho que fez uma propositura semelhante.

Os próprios parlamentares consideram que as diferenças entre os dois projetos são mínimas. Para Ruy Carneiro, a aprovação do projeto vai permitir que os eleitores acompanhem os posicionamentos dos deputados que elegeram. Ele lembra que o voto secreto foi criado nos anos da Ditadura Militar no Brasil. “Naquela época, as pessoas tinham que se esconder, e muitas corriam o risco em simplesmente expressar suas opiniões. Mas hoje é diferente, temos condições de realizar votações 100% abertas”, pontuou.

O deputado estadual Dr. Verissinho garantiu que 15 deputados já corroboraram com a idéia e assinaram o requerimento para tramitação do projeto. “Transparência é a palavra da vez, os paraibanos precisam conhecer a postura de seus deputados”, disse. No entanto, o peemedebista ressaltou que o voto aberto não será adotado em alguns tipos de votações, como a escolha dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e da presidência da Mesa diretora da Assembléia Legislativa. Decisões, que segundo ele, dependem de conjecturas entre as lideranças partidárias.

Dr. Verissinho acredita que embora, a matéria tenha sido rejeitada em 2007, o projeto do voto aberto na Assembléia será aprovado em plenário, pois segundo ele “o clima está mais tranqüilo. A fase mais crítica já passou, vamos viver um ano diferente, de construção e de união entre as bancadas de governo e oposição em prol da Paraíba”, disse otimista. O requerimento da votação aberta está na assessoria legislativa e ainda não foi apreciado em nenhuma comissão permanente.
 

 

 

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