A ex-secretária de Desenvolvimento Humano da Paraíba e pré-candidata à Câmara Federal, Pollyanna Werton, detalhou nesta quarta-feira (1º) os motivos que a levaram a deixar o PSB e se filiar ao Partido Progressistas. A gestora afirmou que a decisão foi tomada por entender que a nova legenda oferece melhores condições para viabilizar sua candidatura nas eleições deste ano.
“Esse cansaço, essa fadiga da política, que a juventude olha e diz: ‘não me sinto representado’. Que as mulheres olham e dizem: ‘não é pauta para mim’. Eu precisava dar esse retorno social e político. O partido que eu estava, o PSB, não me dava segurança política necessária para isso. Quando a gente olhava a nominata, não tinha votos suficientes para somar”, declarou a ex-socialista durante entrevista ao programa Oh Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM.
Na oportunidade, ela também destacou que enxergou no Progressistas a melhor alternativa para fortalecer seu projeto eleitoral rumo a Brasília.
“Eu entendi que quem me dava maior viabilidade eleitoral para chegar em Brasília eram os Progressistas. Eu não estou mudando de lado, estou no lado que o governador escolheu para governar a Paraíba. É como se você tivesse um presente, um ouro, o seu estado que você amou, que você governou: ‘está aqui Lucas Ribeiro, é seu’. Então, eu estou indo para o partido que ele entendeu que era o melhor partido que poderia governar o estado”, acrescentou.
Pollyanna ainda rebateu interpretações de que sua filiação ao PP representaria um rompimento com a base do governador João Azevêdo, presidente estadual do PSB.
“Estou no mesmo grupo, no mesmo agrupamento, inclusive, da chapa. João agora senador, Lucas governador e eu como deputada federal. Qual é o problema nisso? Esse partido ajudou João a governar a Paraíba”, concluiu.
A saída da ex-secretária da legenda aconteceu na reta final do fechamento da janela partidária e levantou uma série de questionamentos e críticas. Nos bastidores, a informação era de que Pollyanna iria permanecer no PSB, mas com as saídas de Gervásio Maia, Tião Gomes, Tanilson Soares e outras lideranças, o partido teria dificuldades para composição das nominatas.
PB Agora
