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Gaeco investiga esquema de apostas ilegais; Hytalo Santos e dono do Bar do Cuscuz são alvos

Hytalo Santos e o esposo, Israel Natã, presos. (Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo/Gaeco)

Em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba (Draco/PCPB), o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco/MPPB), deflagrou uma operação para cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nos estados da Paraíba e Pernambuco. As ordens judiciais foram expedidas no âmbito de uma investigação que apura, em tese, os crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Entre os alvos da operação estão os influenciadores digitais Hytalo Santos (Hytalo Santos) e Israel Natã Vicente (Israel Natã Vicente), que já se encontram cumprindo pena no Presídio do Róger, além do empresário Jocélio Costa (Jocélio Costa), proprietário do Bar do Cuscuz.

A investigação é um desdobramento de um procedimento instaurado para apurar a suposta exploração da imagem de crianças e adolescentes em conteúdos publicados na internet por influenciadores digitais. Segundo os elementos reunidos até o momento, os recursos financeiros movimentados pelos investigados teriam origem em atividades relacionadas a jogos e apostas ilegais.

Há indícios de que parte significativa desses valores, pagos semanalmente em espécie, seria proveniente da exploração de bancas de jogo do bicho, com posterior utilização de mecanismos destinados a ocultar e dissimular a origem dos ativos.

As medidas judiciais foram cumpridas em endereços nos municípios de João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, além de Recife, em Pernambuco, atingindo residências e sedes de empresas supostamente vinculadas ao esquema investigado.

A operação tem como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar o fluxo financeiro dos recursos e subsidiar o avanço das investigações, sempre em observância às garantias constitucionais e ao devido processo legal.

Em nota, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil reafirmaram o compromisso com o enfrentamento qualificado ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e às estruturas de ocultação patrimonial utilizadas para viabilizar atividades ilícitas.

A defesa de Jocélio informou que foi surpreendida com a ação e aguarda habilitação ao processo, que está em segredo de Justiça, para se manifestar. Os advogados que representam Hytalo Santos também esperam acesso ao inquérito.

PB Agora

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