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Opinião: Reforma na equipe de governo visa apenas a degola dos considerados indigestos

O governador João Azevêdo não pretende tolerar por muito tempo aliados notoriamente insatisfeitos com o governo, que ocupam cargos na administração estadual, mas provavelmente abandonarão o barco em cima da hora.

Por em cima da hora entenda-se muito próximo das eleições de 2022.

E nada disso é coisa da cabeça de João Azevêdo, que não tem maturidade política para tanto. Ele foi, naturalmente, orientado por sua equipe de conselheiros políticos a defenestrar dos cargos que ocupam os que chamam de indigestos, sem pena nem dó, para não se arrepender depois.

Foi por isso que o governador da Paraíba já anunciou uma reforma na equipe dos escalões superiores, cujos critérios de avaliação passam exclusivamente pela fidelidade política-eleitoral ao chefe do Executivo, do que a competência na condição da coisa pública.

Façam as malas
A anunciada reforma atingirá, segundo informações que circulam nos meios políticos, não só os indigestos que estão nos escalões superiores. No chamado efeito dominó também levará de rodo aqueles que ocupam cargos de confiança por indicação de lideranças políticas (ainda) aliadas de quem o Governo desconfia que possa pular do barco de última hora.

Ao anunciar a tal reforma, assim de supetão, sem mais nem menos, o governador João Azevêdo indiretamente orientou os insatisfeitos a começar a arrumas as malas e as gavetas.

Oposições
E as oposições, hein?! Não saem do canto. Parece morta e sepultada para sempre.
Dizem as más línguas da política que a tal reforma da equipe de governo poderá provocar a formação de uma chapa para concorrer com a de João Azevêdo.

Só seria uma chapa forte e capaz de ameaçar a reeleição do governador João Azevêdo se houvesse um racha significativo no bloco de lideranças que estão na base do governo, para se somar à junção de todos os outros líderes e partidos que estão no campo oposicionista, de Ricardo Coutinho ao Cabo Gilberto, passando pelos Cunha Lima.

Afora isso, não será fácil tirar João da casa onde nasceu o grande paraibano Ariano Suassuna.

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