Desde o dia 15 de outubro, um trecho da Avenida Sanhauá, no bairro do Varadouro foi interditado para que fosse executada uma obra de drenagem no Centro Histórico de João Pessoa. No início da obra, a Semob informou que a interdição seria por apenas 20 dias. Porém a obra continua parada e provocando longos engarrafamentos em horários de pico e sem previsão de conclusão.

 

Ontem pela manhã, além da interdição, não havia nenhum trabalhador ou placa explicando o que está sendo feito naquela avenida. Para o vereador Leo Bezerra (PSB), aquela obra mostra toda a lentidão da administração Luciano Cartaxo (PV).

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"Por conta dos atrasos em praticamente todas as obras da Prefeitura de João Pessoa, tramita na Câmara Municipal um projeto para que o prefeito coloque nas obras que estão sendo executadas pela Prefeitura, uma placa explicando o motivo dos atrasos", informou o vereador.

 

A Avenida Sanhauá, no sentido Varadouro em direção à Ilha do Bispo, está fechada para o tráfego de veículos desde o mês de outubro, estando liberado o sentido inverso. O bloqueio se estende até o viaduto que liga a Rua Índio Piragibe à Avenida Nova Liberdade (próximo ao Cemitério Senhor da Boa Sentença). Ontem o trecho que deveria estar ocupado por máquinas, equipamentos ou trabalhadores da empresa responsável por executar o serviço, estava totalmente parado, ou seja, sem nenhum trabalhador ou empresa responsável.

 

As pessoas que usualmente utilizam o trecho bloqueado da Avenida Sanhauá para seguirem à Ilha do Bispo ou a Bayeux têm que seguir pela Rua General Lima Mindêlo, entrar à direita na Rua Desembargador Trindade, seguindo pelas ruas Francisco Londres e Visconde de Itaparica, depois entrar à direita na Rua Índio Piragibe até a Avenida Nova Liberdade, de onde terão a opção de seguir para Bayeux ou retornar no sentido João Pessoa ainda na Avenida Nova Liberdade até o destino desejado.

 

Seinfra explica a obra Conforme a Secretaria de Infraestrutura do Município (Seinfra), a região da Av. Sanhauá, onde foi implantada tubulação de drenagem de grande porte, apresenta características peculiares de solo e topografia. Ou seja, o solo é composto por material orgânico e turfa, e apresenta cotas muito próximas ao nível do mar, estando esta galeria submetida à influência das marés.

 

Em função dessas características, alguns pontos apresentam patologias na tubulação. No dia 4 de dezembro, houve a visita da equipe técnica do fabricante dos tubos para avaliar o ocorrido. A empresa responsável pela obra contratou um especialista em zootecnia para avaliar a situação e após finalizar esses estudos propor solução técnica.

 

 

Redação

 


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