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Na Folha: empresa de novo senador da PB é investigada por mau uso de financiamento

A edição desta sexta-feira (20) do jornal Folha de São Paulo traz na página A6 reportagem sobre processo administrativo que empresa do senador Roberto Cavancanti (PRB) responde no MInistério da Integração Nacional. A matéria, assinada por Fernando Barros de Melo e Hudson Corrêa, revela que uma empresa em que o senador Roberto Cavalcanti Ribeiro (PRB-PB) aparece como sócio responde a processo administrativo no Ministério da Integração Nacional por mau uso de um financiamento tomado em 1991, de R$ 66,2 milhões, valor já corrigido pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O dinheiro era para construir uma fábrica.

Técnicos do ministério foram ao local onde deveria haver a construção, mas não encontraram a Companhia Sulamericana de Brinquedos. Por isso, em junho de 2006, notificaram a empresa sobre as irregularidades, no “Diário Oficial”.

Ribeiro tomou posse anteontem no lugar de José Maranhão (PMDB-PB), que assumiu o governo da Paraíba após cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB). Embora corra pelo menos desde 2002 ainda sem desfecho, o processo não está atrasado, segundo versão do ministério.

A reportagem não pôde ter acesso aos documentos porque, conforme a pasta, somente a empresa e o governo, partes envolvidas, podem fazer consultas. Procurado por dois dias, o ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) deve falar hoje sobre o caso, segundo sua assessoria.

Documento de 2005 aponta Ribeiro como dono de 92% das ações da Sulamericana. Dados da Junta Comercial indicam que ele criou a empresa em 1985. Mas Boris Trindade, advogado de Ribeiro em ações penais, disse desconhecer que a empresa seja do senador. A reportagem telefonou ontem e anteontem para a secretária e o assessor de Ribeiro, mas ele não telefonou de volta.

A Sulamericana funciona no mesmo endereço da Polyutil – Indústria e Comércio de Materiais Plásticos, empresa de Ribeiro acusada pelo Ministério Público Federal de corrupção por reduzir um débito tributário de R$ 4,4 milhões para R$ 38,7 mil. Ele nega participação nesse esquema. A reportagem ligou para a Polyutil, mas foi informada de que os diretores estão viajando.

Gerente regional da Sudene no Recife, local que centraliza a investigação sobre a Sulamericana, Inalda Maria da Silva disse à Folha que o processo é de cancelamento do projeto. Ao final das apurações, o Ministério Público pode ser acionado.

“[O processo] tem como motivo saber sobre a paralisação da implantação do projeto”, disse Inalda. “O atraso [na investigação] é porque tem muitos projetos nessa situação.”

Folha Online

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