O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou sete pessoas, entre ex-administradores e empresários, por suposto envolvimento em um esquema que desviou mais de R$ 15 milhões na construção do condomínio de luxo, Brisas de Coqueirinho, na Paraíba.
 
A fraude foi investigada pela Operação Maresias, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba, através da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa, ainda em 2017. 
 
Foram denunciados Célio Silva, Mário Sérgio Coutinho Soares Júnior, Marco Gralio de Lima Soares, Victor Caetano de Oliveira, Luís Barbosa, Fábio Proença dos Reis e Ruben Willnael de Lemos, conforme o documento abaixo. 
 
Destaque-se que o MP também ressaltou que a loja de roupas de luxo Dhom foi aberta com dinheiro desviado do empreendimento pelos empresários Marco Grálio, Fábio Reis e Rubinho Lemos, etc.
 
Segundo o MP, os envolvidos teriam cometido fraudes auferidas para obterem vantagens ilícitas em prejuízo alheio ao procederem a venda fraudulenta, bem como se apossarem de quantias pertencentes a uma construtora com capital britânico.
 
A Polícia Civil pugnou pela prisão preventiva de alguns denunciados, mas o pedido não foi acatado pelo MPPB e nem pela Juíza Andréa Galdino da 4ª Vara Criminal desta Capital/PB.
 
Ainda na denúncia, o MP aponta como os denunciados agiam, alterando planilhas, desviando recursos e enriquecendo ilicitamente de maneira meteórica. Alguns deles, com salários de apenas R$ 3 mil, de uma hora para outra alcançaram patrimônio milionário sem nenhuma justificativa.
 
As investigações sobre o caso tiveram início após, à época, diversas vítimas procurarem a delegacia com documentação vasta indicando que um empreendimento de luxo vinha sendo negociado há mais de 5 anos, já tendo sido vendidos mais de 300 lotes no Brasil e no exterior, sem que nada fosse construído até àquela data.
 
Conforme apurado, os ex-administradores em conjunto ou não com os demais denunciados passaram a apresentar diversas desculpas para o descumprimento das obrigações. Ainda assim, o empreendimento continuava a ser negociado em João Pessoa e em sites do exterior, mesmo com nenhuma construção em andamento.
 
A Construtora forneceu o acesso a documentos, como registros de movimentações bancárias, bem como a auditorias realizadas pela mesma a Polícia Civil. Cada vítima investiu pelo menos R$ 40.000, mas algumas pessoas chegaram a investir mais de R$ 300 mil, confiando no empreendimento.
 
Por fim, o inglês proprietário da Construtora não foi denunciado porque, no entender do Ministério Público, foi vítima dos desfalques.

PB Agora

 


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