A defesa da senadora Daniella Ribeiro (PP) apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contestação aos pedidos de impugnação de seu registro como primeira suplente ao Senado nas eleições de 2026.
As ações foram apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e por Ulisses Aparecido Barbosa, que apontam possível inelegibilidade por parentesco, já que Daniella é mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição.
Na manifestação, os advogados sustentam que a legislação eleitoral permite a candidatura de quem já exerce mandato eletivo e busca permanecer na mesma representação política. Segundo a defesa, Daniella não estaria concorrendo a um novo cargo, mas integrando novamente a chapa ao Senado pela qual foi eleita em 2018.
Um dos principais argumentos é de que não existe juridicamente um cargo independente de “suplente de senador”. A defesa afirma que o cargo é o de senador, enquanto os dois suplentes são escolhidos e registrados conjuntamente com o titular.
“O texto constitucional é claro ao revelar que não existe o cargo de ‘Suplente de Senador’. O cargo é único: o de Senador, que terá dois suplentes”, argumentam os advogados.
O caso será relatado pelo desembargador Rodrigo Marques Silva Lima, no TRE-PB. Antes da análise pelo Plenário, o Ministério Público Eleitoral deverá apresentar nova manifestação. O órgão já havia defendido a impugnação do registro.
A decisão final sobre a candidatura de Daniella Ribeiro caberá à Justiça Eleitoral da Paraíba.
