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DEBANDADA: PMDB pode perder integrantes antes mesmo das eleições

DEBANDADA: PMDB pode perder integrantes antes mesmo das eleições de 2014. Saiba quem pode deixar a legenda de Zé Maranhão

 

O clima de desentendimento entre lideranças, depois das eleições municipais, e com a proximidade do pleito de 2014, pode causar defecções dentro do PMDB paraibano, segundo confidenciaram filiados ilustres do partido. A alegação é de que a unidade continua sendo um parto difícil, a qualquer pretexto. Já se especulava em algumas áreas, ontem, a possível desfiliação do ex-senador Wilson Santiago, que não aceita a imposição da candidatura do ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, ao governo do Estado.

 

Santiago admitiu que ele próprio poderia ser uma alternativa na disputa à sucessão de Ricardo Coutinho. O deputado federal Manoel Júnior tem uma posição divergente. Ele considera que Veneziano não saiu desgastado da campanha de 2012 em Campina Grande, com a derrota de sua candidata, Tatiana Medeiros, e, portanto, é o nome mais legítimo para concorrer ao governo, inclusive, porque teria aceitação maior junto às bases municipais.
 
 

Em relação à participação do PMDB na gestão do petista Luciano Cartaxo, em João Pessoa, as opiniões novamente se dividem. O vereador Fernando Milanez insiste em que a agremiação não está representada e que a indicação de Assis Freire para um cargo partiu do deputado federal Benjamin Maranhão, sobrinho do ex-governador José Maranhão. O deputado estadual Raniery Paulino admite que a quota peemedebista ainda é pequena, mas ressalva que Assis Freire não é um estranho dentro das fileiras do partido, pouco importa quem tenha sido responsável pela sua indicação ao prefeito Luciano Cartaxo.

 

Wilson Santiago afirma que a homologação de Maranhão para a presidência do diretório regional representou um consenso temporário, porque persistem indefinições que não geram entendimento. Nos bastidores, o comentário é de que Santiago lançou o balão de ensaio da candidatura a governador para testar seus espaços sobre uma virtual candidatura ao Senado, já que estaria receoso de que Maranhão, absorvendo a candidatura de Veneziano ao Palácio da Redenção, queira concorrer ao Congresso, na vaga hoje ocupada pelo tucano Cícero Lucena.
 
 

A questão das alianças para o pleito de 2014 é outro assunto que abala as hostes peemedebistas. Há uma corrente ponderável defendendo a aliança com o Partido dos Trabalhadores. Mas alguns peemedebistas advertem que o PMDB dificilmente deixará de lançar candidato ao governo, depois de ter conquistado a maior cidadela política do Estado, que é a capital. Além do nome do ex-prefeito Luciano Agra, frequentemente lembrado, mas que ainda não se filiou ao Partido dos Trabalhadores, são ventilados os nomes de Thompson Mariz e de Rodrigo Soares, presidente do diretório regional, ou, em último caso, do deputado federal Luiz Couto, que na disputa do ano passado omitiu-se de engajamento no palanque de Cartaxo porque defendia uma aliança com o PSB em torno de Estelizabel Bezerra.
 
 

Os petistas mais intransigentes na crítica ao governador Ricardo Coutinho mobilizam-se para forjar uma unidade o quanto antes, internamente, pelo receio de que possa advir uma recomendação da direção nacional para aliança com o PSB, devido ao interesse da cúpula nacional em afastar do páreo pelo Planalto o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Presidente nacional do PSB, Campos tem sido incensado pelo Planalto e fez declarações reiteradas garantindo que não pretende se confrontar com Dilma, mas, sim, apoiá-la no projeto de recandidatura. Se a aliança evoluísse para os Estados, PT e PSB na Paraíba teriam que conviver debaixo do mesmo teto. Nessa hipótese, o governador Ricardo Coutinho ganharia a preferência para ser o ungido, pelo direito natural de disputar a reeleição.
 
 

O cenário dentro do PMDB é preocupante, agravado pelas derrotas consecutivas que o partido tem experimentado, quer ao governo do Estado, quer, mais recentemente, na disputa pela prefeitura da capital, quando José Maranhão ficou em quarto lugar, impossibilitado de disputar a finalíssima. Em meio às especulações, surgiu, ontem, a avaliação de que o senador Cícero Lucena, que está se sentindo isolado dentro do PSDB, pode vir a se filiar ao PMDB. Mas ele não teria espaços nessa agremiação para concorrer à reeleição, podendo garantir vaga para uma candidatura a deputado federal.

 

Há setores peemedebistas pregando como ideal uma composição com o PEN, presidido pelo deputado Ricardo Marcelo e que tem feito contraponto ao governo na Assembleia. Até a deflagração da temporada propriamente dita, haverá muitas confabulações, não só dentro do PMDB e do PT, mas no arco das demais agremiações que compõem o universo político paraibano.

 

ENCONTRO: lideranças do PMDB vão se reunir amanhã de manhã para discutir a composição do diretório municipal. É o que afirma o deputado federal Manoel Júnior. Além dele, já colocaram o nome à disposição para comandar a legenda na Capital, o deputado Gervásio Filho e os vereadores João Almeida, Ronivon Ramalho (Mangueira) e Fernando Milanez.
 

 

 

PB Agora com Repórterpb

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