Hoje decidi fazer algo que detesto: censurar opiniões. Tardiamente, é verdade, depois que meio mundo de gente leu as baixarias que dispararam contra mim durante o dia inteiro, ontem, e parte do dia de hoje.
Na verdade, eu deveria retirar apenas dois comentários. Um com palavrão. Outro com adjetivo odioso. Até de cachorra me chamaram.
Meu “pecado”? Ter opinião.
Aviso aos que não entendem de jornalismo: isso aqui é uma coluna de opinião, não um espaço para notícias. E a partir do momento em que o jornalista expõe sua opinião – assim como todo e qualquer colunista da Paraíba, do Brasil e do mundo -, está sendo parcial. Está defendendo
um ponto de vista que agrada a uns e desagrada a outros.
Censurar não é minha praia, mas um jornalista tem que resguardar sua imagem. E eu tenho uma imagem a zelar. Tenho mais de vinte anos de profissão sem manchas. Atuei em três diferentes Tvs locais, fui correspondente da Band, trabalhei em vários jornais nos mais diferentes cargos, inclusive de editora geral. E não enriqueci.
Portanto, parafraseando Waldick Soriano, eu não sou cachorra, não.
Jamais censurei o contraditório. Aliás, a grande maioria das opiniões postadas é contra as minhas posições. Publico tudo o que dizem contra o meu ponto de vista. Tudo. Muitos sequer atacam o comentário, mas sim a comentarista. E eu publico assim mesmo. Podem fazer uma pesquisa em
todas as colunas aqui postadas para checar o que estou afirmando. Já me chamaram de babona, de ridícula, de jornalistazinha, de repugnante, arrogante, idiota… Deixei passar tudo. Mas não vou admitir palavrões.
Se publico todas as opiniões é porque respeito o contraditório e o debate. Respeito os leitores, mas também exijo um mínimo de respeito. Há limites para tudo.
Portanto, leitores, podem continuar a criticar, a fazer ataques, a dizer que perdi “boquinhas” (quais???? Apontem, pelo menos), a dizer que sou uma “jornalistazinha”, só não vale palavrão e adjetivos do tipo “cachorra”. Estamos entendidos?
E tem mais: cachorra é a alma sebosa desses “internautazinhos” covardes.

 

Em tempo

Quando falo de “internautazinhos”, falo apenas daqueles que só sabem dizer palavrão. Mas as críticas, mesmo as pesadas, eu tenho suportado e publicado. E assim continuará sendo. Mas sem palavrão.

 

Começou a perseguição

Em menos de 24 hs comeca a perseguição de Zé Maranhão à Polícia Militar e bombeiros. Os militares lotam os comandos com pedido de licença e férias para tentar escapar das transferências e possíveis punições. A associação dos praças, reunida com sua diretoria, decide reivindicar o mesmo percentual de aumento dos delegados que estão em greve, atendendo os pedidos feitos pela tropa. O presidente da associação, Sargento Denis, lembra que a segurança pública não é feita só por delegados e que a polícia militar e bombeiros cumprem um relevante papel no sistema de segurança pública e não podem ser discriminados nem perseguidos, mesmo porque a PM está nas ruas contribuindo com a segurança do carnaval e ainda enfrenta dificuldades para encerrar suas ocorrências por falta de delegados. A associação – novíssima, por sinal – promete que, caso haja discriminação e não cessem as perseguições, vai iniciar reuniões para tomadas de ações judiciais, entre outras.

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