O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que mantinha uma pistola em casa durante o período de prisão domiciliar. Segundo ele, a justificativa para possuir o armamento era o fato de “ter três mulheres em casa e não poder ficar desarmado”.
A investigação foi aberta após um militar da equipe de segurança de Bolsonaro ser parado em uma blitz de trânsito portando a arma registrada em nome do ex-presidente. Em depoimento prestado nesta terça-feira (23), Bolsonaro admitiu a propriedade da pistola e explicou que havia entregado o armamento ao militar para que fosse realizado um conserto.
Nesta quarta-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa de Bolsonaro se manifestem, no prazo de 48 horas, sobre o suposto cometimento de falta grave pelo fato de o ex-presidente manter a arma em casa.
Caso a falta grave seja reconhecida, Bolsonaro pode perder o benefício da prisão domiciliar humanitária e sofrer regressão de regime, retornando ao sistema fechado no Complexo Penitenciário da Papuda.
O prazo de 90 dias concedido por Moraes para que Bolsonaro permanecesse em casa expira nesta quinta-feira (25). O ministro terá de reavaliar a medida e decidir se mantém o ex-presidente em prisão domiciliar ou se determina o retorno imediato ao presídio.
PB Agora
