A paraibana de 30 anos que está detida desde o dia 27 de fevereiro e foi indiciada por perseguir o cantor Jung Kook, do grupo BTS, em Seul, na Coreia do Sul, foi condenada a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos por violar a lei coreana contra perseguição e por invasão de propriedade. A informação foi divulgada pelo jornal sul-coreano The Korea Times e site Law Talk News.
Em janeiro, ela chegou a ser levada à delegacia pela polícia de Yongsan, no Centro de Seul, após ir até a residência do cantor, localizada no mesmo distrito. Na época, familiares afirmaram que a brasileira tem transtorno mental e que tentavam trazê-la ao país. Ela teria viajado sem avisar a família.
Segundo o site coreano LawTalk News, o juiz Park Ji-won, do Tribunal Distrital Ocidental de Seul, condenou a brasileira a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, o que significa que a brasileira não deve ser presa imediatamente, desde que cumpra as condições impostas pela Justiça e não volte a cometer infrações no período.
Na decisão, o tribunal destacou como agravante o fato de a mulher ter ido até a casa do artista mesmo após receber advertência da polícia e descumprir medidas emergenciais impostas pelas autoridades.
Na madrugada do dia 12 de dezembro, a brasileira chegou a tocar a campainha 133 vezes, enfatizou o site. Com isso, a Justiça também considerou que Jung Kook pedia uma punição severa.
Por outro lado, o tribunal levou em conta circunstâncias que pesaram a favor da ré. Segundo a decisão, a brasileira teria agido para expressar sentimentos ao cantor, sem intenção de causar danos diretos.
A corte também avaliou que Jung Kook não presenciou diretamente a invasão no momento em que a campainha foi acionada e que a mulher não chegou a acessar áreas mais internas da residência, como o quarto.
Outro fator considerado para a suspensão da pena foi o risco reduzido de reincidência. De acordo com o tribunal, a brasileira está detida há cerca de três meses e deverá ser deportada após a sentença se tornar definitiva, o que diminui a possibilidade de novos episódios envolvendo o artista.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, por meio da Embaixada em Seul, disse que “presta assistência consular à nacional brasileira”.
O caso da paraibana repercutiu na mídia internacional em janeiro e passou a ser acompanhado com preocupação pelos familiares.
Uma parente afirmou que a jovem é da Paraíba, mas morava em São Paulo por pelo menos dois anos e não avisou a família quando viajou para Seul, em novembro.
Segundo ela, os familiares tentavam trazê-la de volta ao Brasil por considerarem que a situação é de urgência, já que ela estaria em surto por acreditar que Jung Kook é o amor de sua vida.
PB Agora com G1
