Lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro voltaram a defender mudanças no processo eleitoral brasileiro e a criticar a atuação da Justiça Eleitoral. O tema tem sido debatido por integrantes da oposição, que afirmam discutir propostas voltadas ao aumento da transparência e da fiscalização das eleições.
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), líder da oposição na Câmara dos Deputados, afirmou nesta segunda-feira (29), que as conversas envolvem lideranças de diferentes estados e fazem parte da preparação para o próximo processo eleitoral.
“Está sendo bem discutido com várias lideranças. É importante, até porque vai trazer mais transparência para toda a população. A gente quer transparência. Quem ganhar que leve, diferentemente ao que ocorreu em 22, onde o Alexandre de Moraes, junto com o Supremo Tribunal Federal, deram a eleição na mão grande ao governo Lula”, declarou.
Ainda sem explicar o que deve ser apresentado às autoridades eleitorais, o parlamentar fez questão de ressaltar que suas críticas não são direcionadas às urnas eletrônicas, mas à atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Eu não digo isso com relação às urnas. Eu digo isso com relação às ações. O juiz escolheu um lado e isso não pode em uma democracia. A democracia foi ferida de morte com a ação da Suprema Corte junto com o TSE. Então, o que a gente está pedindo, o que a gente está lutando com as lideranças nacionais, é que o TSE seja isento. Quanto menos o TSE aparecer, melhor”, acrescentou.
As declarações ocorrem no momento em que integrantes do campo bolsonarista intensificam o debate sobre alterações no processo eleitoral e defendem mecanismos que, segundo eles, ampliem a fiscalização e a transparência das eleições de 2026.
PB Agora
