Por pbagora.com.br

O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Arthur Cunha Lima (PSDB), que é vice-presidente de Políticas Agrícolas do Parlamento Nordestino, foi o responsável pela primeira palestra da manhã no Seminário Nordestino de Desenvolvimento de Sustentável. O tema abordado foi Pinhão-Manso: Petróleo Verde para o Nordeste.

Em sua explanação, Arthur abordou as principais características da planta, como a sua boa adaptação a vários tipos de solo, mas principalmente ao semi-árido, o fato de não ser atingida por pragas e de não precisar de muita água para a irrigação. “Pode chamar de óleo de elite, mais rentável, que gera menor nível de ruído do motor e com mais desdobramentos”, explicou ele.

Segundo Arthur, por meio das informações colhidas e catalogadas, através do Pronaf, do Seguro Safra, do Bolsa Renda, e de pesquisas, cerca de 22 famílias, em um total médio de 100 mil pessoas, podem ser contempladas de imediato com a implantação do Projeto Pinhão-Manso. “Em três anos dará um renda mensal, com energia renovável ,de 800 reais por família. Além de ser uma restauração da nossa Mata Ciliar, de preservação do solo e créditos de carbono, já que vai sairemos de um semiárido desmatado para um plantio permanente de uma árvore que dura 50 anos e que produz esse tempo inteiro”, ressaltou o presidente da ALPB.

Ele lembrou que o projeto foi entregue no ano passado à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef e ao ministro de Minas e Energia Edison Lobão, durante o Encontro Mundial de Energia Renovável e Limpa, em São Paulo, e que houve o contato da Petrobrás e da assessoria do Ministério. “Estamos no aguardo do chamamento para nova rodada de negociações. Depois do Seminário com o aval de prefeitos, vereadores e demais participantes mostraremos aos poderes competentes que temos um projeto de desenvolvimento do Nordeste como um todo”, informou.

Quanto à instalação de uma usina de biodiesel na Paraíba, Arthur observou que existem duas usinas no Nordeste (Ceará e Rio Grande do Norte) e que estão sem produtividade, por não terem matéria prima. “Vamos construir uma usina sem ter matéria para produzir ou vamos produzir a matéria prima e aproveitar as usinas que existem ?”, questionou o presidente da ALPB. Para ele é melhor implantar estruturas em diversos municípios e usar a tecnologia da Petrobrás junto com as usinas que já existem para economizar e produzir mais.

“É essa alternativa que vamos defender para que o Nordeste se torne viável e melhore a qualidade de vida dos nossos irmãos nordestinos”, declarou o deputado Arthur Cunha Lima.

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