Em geral, os cristãos subestimam demais a doutrina do pecado na política. É muito comum ouvir que existe um lado do bem e um lado do mal na política. É comum ouvir que determinado político irá salvar o país do mal encarnado no outro polo político.
Esse raciocínio é uma afronta à doutrina da queda! O pecado atingiu a política, independentemente de partido, governo e polo político. O pecado é universal e pode ser encoberto com discursos em defesa dos pobres e em defesa da família.
O apóstolo Paulo disse: “Já demonstramos que tanto judeus quanto gentios estão debaixo do pecado. (…) Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3:9-12).
E acrescentou que a condição natural do pecador é: “Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam. Veneno de serpentes está em seus lábios. Suas bocas estão cheias de maldição e amargura. Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz. Aos seus olhos é inútil temer a Deus (Rm 3:13-18).
A regra na política é a impiedade! No estado natural, o político, muitas vezes, nem conhece nem tem disposição para fazer o bem. Sua língua serve ao engano e destruição. Suas palavras destroem e potencializam conflitos, ruína e desgraça. Aos olhos de muitos, é um prejuízo temer a Deus.
Como pode um cristão, conhecedor da Palavra, sacralizar políticos, partidos e governos? Como pode o cristão ceder ao discurso de que há uma luta entre o lado do bem e o lado do mal na política? Todos pecaram e não há um justo sequer. A doutrina do pecado é central para pensar sobre política.
