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Operação Perfidus: advogado diz que delegado preso pode ser vítima de injustiça

Foto: reprodução Youtube

O advogado Diego Cazé, responsável pela defesa do delegado Braz Morrone, afirmou nesta quarta-feira (3) que o policial pode estar sendo vítima de uma das maiores injustiças já cometidas contra um delegado da Polícia Civil da Paraíba. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Segundo o defensor, a equipe jurídica teve acesso aos autos da investigação apenas no final da tarde da última terça-feira (2) e ainda está realizando uma análise detalhada do material. De acordo com ele, o processo é extenso e reúne documentos produzidos ao longo de um longo período.

Cazé afirmou ainda ter identificado, em uma avaliação inicial, a existência de procedimentos anexados que, segundo a defesa, não teriam relação direta com os fatos atualmente investigados e divulgados publicamente.

Ao comentar o caso, o advogado saiu em defesa da trajetória profissional de Braz Morrone e ressaltou o histórico do delegado na Polícia Civil da Paraíba.

“Podemos estar diante da maior injustiça da Polícia Civil contra um delegado operante”, declarou.

A defesa também destacou que não há registros anteriores de acusações semelhantes, procedimentos disciplinares ou investigações contra Morrone junto ao Ministério Público ou à Corregedoria da Polícia Civil.

Durante a entrevista, Diego Cazé relembrou a atuação do delegado em operações de combate ao tráfico de drogas, especialmente no período em que esteve à frente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), ressaltando resultados expressivos alcançados pela unidade.

O advogado também mencionou que Braz Morrone chegou a sofrer ameaças de morte em razão de sua atuação profissional quando trabalhou no Sertão paraibano.

A defesa informou que seguirá analisando o conteúdo da investigação e que deverá se pronunciar novamente após concluir o exame completo dos autos do processo.

Redação

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