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Delegado preso em operação será afastado e pode ser expulso da Polícia Civil, diz Jean Nunes

Foto: Reprodução

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, se pronunciou nesta terça-feira (02) sobre a operação que resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de outros dois policiais civis. Para ele, trata-se de um episódio de extrema gravidade, já que os agentes, treinados pelo Estado para combater o crime, teriam se associado a organizações criminosas.

Segundo Nunes durante entrevista à CBN João Pessoa, a investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo GAECO durou mais de um ano e revelou que os servidores públicos estariam envolvidos em práticas como repasse e revenda de drogas para facções, desvio de entorpecentes de delegacias e até venda de substâncias ilícitas para dentro de presídios.

“Nós estamos diante de um fato gravíssimo. Quando você se depara com servidores públicos, principalmente policiais, que foram capacitados pelo Estado e passam a integrar grupos criminosos, desviando drogas e se associando a traficantes, isso exige uma resposta firme. O Estado precisa se indignar e adotar providências para expurgar essas pessoas das instituições”, afirmou.

O secretário destacou que, além das medidas judiciais já adotadas, como prisões, buscas e afastamento das funções, haverá também providências administrativas. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos que podem culminar na demissão dos envolvidos.

Jean Nunes ressaltou ainda o caráter pedagógico da operação.

“Essa medida desestimula outros que tenham predisposição a participar de crimes. Eles vão saber que serão identificados, presos e até expulsos das instituições.”

Ele defendeu o fortalecimento das corregedorias e lembrou que a Polícia Civil passa por um processo de expansão, com a incorporação de mais de 1.400 novos policiais após concurso público o maior da história da corporação.

“Precisamos de corregedorias fortes e atuantes para garantir que desvios de conduta não comprometam o trabalho das instituições. O Estado e a Polícia Civil, junto com o Ministério Público, estarão vigilantes para adotar todas as providências necessárias”, concluiu.

PB Agora

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