Foto: Divulgação/FIEP

A Federação das Indústrias da Paraíba (FIEP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) deram mais um passo na luta contra o novo coronavírus. As entidades entregaram ao hospital Napoleão Laureano, de João Pessoa, um equipamento capaz de realizar desinfecção das vestimentas utilizadas por profissionais da saúde. A ideia é diminuir as chances de contágio pela covid-19, tanto de médicos e enfermeiros quanto de pacientes.

Conhecido como túnel de descontaminação, o equipamento de dois metros de altura e um metro e meio de largura foi criado por técnicos do SENAI de Campina Grande. O equipamento utiliza um sistema para pulverização e desinfecção, que age quando os profissionais de saúde atravessam a cabine, minimizando o risco de contaminação pela doença durante o processo de retirada das vestimentas.

“O equipamento é funcional, porque a pessoa apenas anda por ele com as vestimentas hospitalares, que podem estar contaminadas. Isso é muito natural para esses profissionais, que atendem as pessoas que sofrem com a doença”, ressalta o presidente da FIEP, Francisco Gadelha. Segundo ele, o túnel é “extremamente útil porque vai reduzir o número de infectados, incluindo o próprio profissional de saúde, o que é muito bom para ele, para a família dele e para toda a sociedade.”

Além desse túnel entregue ao hospital de João Pessoa, Gadelha adianta que já foram fabricados mais dois túneis, adquiridos por empresas com grande número de operários. “Os primeiros foram doados, mas estamos fabricando mais unidades para venda. Estamos treinando alunos para a fabricação desses equipamentos”, adianta o presidente da FIEP.

Durante a pandemia, o SENAI e o SESI têm fabricado vários equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras de tecido e de acrílico, aventais, álcool em gel e até respiradores, essenciais no tratamento de pacientes com sintomas mais graves da doença. “Provemos vários lugares, como hospitais e sindicatos. Foi uma distribuição massiva, com objetivo de socorrer em um momento para o qual não estávamos preparados. Foi um grande susto para o mundo todo, até para países mais preparados”, reconhece Gadelha.

“Muitos estavam sem máscaras, sem álcool em gel. Entendemos que era o momento de participar, de cada um fazer a sua parte. Fizemos o que pudemos e ficamos felizes com isso”, completa.

PB Agora

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