Guerras, imigração, Venezuela, Cuba, um continente sul-americano em ebulição política, o Partido Republicano inquieto mirando as eleições de meio de mandato, e uma economia em corda bamba…
Sim, Donald Trump tem muito com que se preocupar e no que se concentrar.
A pergunta que fica é: por que, de quando em vez, ele sai da realidade e busca um tema fora da curva apenas para chamar atenção?
Tentando rivalizar com o Papa Leão XIV, Trump recorre aos seus impulsos e constrói uma aparência artificialmente cristocêntrica. Chega ao ponto de divulgar uma imagem sugestiva, que publica estrategicamente e, logo em seguida, apaga. Questionado, atribui a ideia a algum assessor como se não tivesse participação. Coisas de Trump.
Faltam-lhe dois anos e meio de mandato. Até lá, teremos que suportá-lo. Ele é assim e dificilmente será reeducado em sua idade octogenária (80 anos).
Não podemos negar, contudo, que para uma parcela significativa dos norte-americanos e até de pessoas fora dos Estados Unidos ele é “o cara”. É respeitado, temido por seus pares, e conduz com mão firme a economia nacional e internacional, com erros e acertos. A força militar americana ganhou novo peso sob sua liderança. A imigração que sempre existirá nos EUA e no mundo encontra-se hoje mais controlada dentro do território americano, em contraste com o período anterior, marcado por desordem.
É inegável: entre acertos e equívocos, Trump tem buscado colocar a casa em ordem.
Quanto ao seu ego e à sua megalomania… esses, sim, ele levará consigo até a sepultura. E, sem dúvida, o símbolo “Trump” ficará marcado nos anéis da história americana e também mundial.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
