A suspensão da CPI dos Esgotos na Câmara Municipal de João Pessoa continua repercutindo entre os vereadores. O presidente da comissão, Ícaro Chaves, manifestou preocupação com a paralisação das investigações e defendeu a retomada dos trabalhos antes das eleições de outubro.
Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, na tarde desta quinta-feira (3), Ícaro afirmou que conversou com integrantes da CPI e com outros parlamentares na tentativa de evitar que a investigação fosse transformada em disputa política. Segundo ele, episódios recentes envolvendo problemas ambientais reforçam a necessidade de que a comissão volte a atuar.
“São problemas como esses, urgentes, que a gente precisa resolver, não depois da eleição, mas sim agora”, declarou.
O vereador citou como exemplo o vazamento de esgoto registrado na barragem de Marés. Para Ícaro, o episódio evidencia a necessidade de manter o debate sobre saneamento e os impactos ambientais provocados pelo lançamento de dejetos.
A paralisação da CPI ocorreu após uma decisão judicial que determinou a suspensão dos trabalhos. Durante o Arapuan Verdade, o vereador Milanez Neto também comentou a decisão e afirmou que a determinação da Justiça deve ser cumprida.
“A decisão judicial a gente não discute. Eu continuo com o nosso mandato à disposição para fazer a discussão de forma respeitosa em relação ao derramamento de dejetos nos rios e mares da cidade”, afirmou.
Milanez Neto ressaltou ainda que a criação da CPI contou com o apoio de todos os vereadores da Câmara. De acordo com o parlamentar, a intenção é manter o debate sobre os impactos do lançamento de esgoto nos rios e no litoral da Capital.
A suspensão da comissão ocorre paralelamente às discussões sobre a votação de matérias na Câmara antes do período eleitoral. O vereador Raoni Mendes defendeu um esforço concentrado dos parlamentares para garantir a apreciação das propostas que ainda estão em tramitação.
Mesmo com a suspensão determinada pela Justiça, a CPI mantém em evidência a discussão sobre o saneamento em João Pessoa e os possíveis impactos ambientais do lançamento irregular de esgoto. Entre os vereadores, a avaliação é de que o tema deve permanecer na pauta do Legislativo.
Redação
