O Hotel Mussulo Resort By Mantra fechou as portas, deixou dezenas de funcionários com salários atrasados e inúmeras ações na justiça, mas, um roubo registrado essa semana nas dependências do estabelecimento colocou a direção do Resort em rota de colisão com os antigos empregados. Isso porque a direção suspeita de sabotagem e do envolvimento de funcionários graduados do resort no crime. Os prejuízos por conta da ação já ultrapassam a marca dos R$ 4 milhões.

Segundo a direção do Mussulo, são fortes as suspeitas de envolvimento de funcionários, tendo em vista que não interessaria a criminosos comuns, a subtração de documentos administrativos, que apenas inviabilizam o funcionamento do local. A direção do Mussulo entregou à polícia um inventário completo discriminando todos os objetos e documentos roubados, além de um amplo acervo fotográfico do local.

A direção do Hotel Mussulo By Mantra também solicitou à autoridade policial que sejam ouvidos inicialmente os funcionários graduados do estabelecimento na investigação dos crimes.

Em nota, a direção lamentou que os crimes tenham ocorrido num momento de recuperação da atividade econômica do país, e que, desde que se instalou na Paraíba em 2009 sempre foi reconhecido pelos serviços turísticos de excelência prestados aos seus hóspedes. Informa ainda que desde o ocorrido, suspendeu todas as reservas de hospedagens até que a situação seja normalizada.

OUTRO LADO

Com relação às acusações da direção do Mussulo, o advogado de defesa de cerca 50 funcionários, Dr. Diego Cabral explicou, em contato com o PB Agora, que os seus clientes estão sendo bombardeados de acusações inverídicas, haja vista que nem eles nem os outros ex-funcionários do estão na lista de pessoas presas por envolvimento com o furto ocorrido nas dependências do hotel.

De acordo com Diego Cabral, as grandes vítimas de todo esse imbróglio envolvendo o Mussulo são os próprios funcionários que estão sem receber desde o mês de agosto e que após o fechamento do resort, ocorrido no dia 25 de outubro, sequer tiveram suas documentações regularizadas, encontrando dificuldade, inclusive, para se recolocarem no mercado de trabalho.

“Os proprietários deixaram esses funcionários prejudicados, sumiram no exterior sem sequer regularizar a situação deles. São salários atrasados, rescisões não pagas, carteiras de trabalho sem ter sido dado baixa. Na verdade, eles estão inaugurando mais um capítulo triste em toda essa novela que se tornou o Mussulo.” pontuou.

O advogado declarou ainda que nenhum ex-funcionário do grupo tem responsabilidade sobre os saques que ocorreram no resort e que por se sentirem prejudicados entrarão com as medidas cabíveis. “Nenhum ex-funcionário do resort tem responsabilidade por mais esse capítulo triste da história do Mussulo e estão sendo bombardeados de acusação por parte de uma nota divulgada pelo hotel e estão passando por constrangimento. Todos esses constrangimentos serão alvo das devidas ações de reparação, pois ao invés de culpados essas pessoas são sim as grandes vítimas de tudo isso” declarou.

Dr. Diego Cabral revelou ainda que as ações contra o Mussulo Resort já estão na casa dos milhões e que apesar de serem estrangeiros, os proprietários continuam com outras empresas do mesmo grupo no Brasil.

TRÉPLICA

Em resposta a fala do advogado de ex-funcionários ao site PBAgora, a direção do Mussulo By Mantra destaca que mantém as suspeitas de envolvimento de ex-funcionários graduados do estabelecimento, como sendo responsáveis diretos pelos saques ocorridos no último dia 25 de outubro.

A direção reafirma estranhamento pelo fato de que documentos do setor de pessoal terem sido roubados.

“Seguramente um “roubo comum”, não teria “perdido tempo” subtraindo documentos Por isso mesmo, justamente para esclarecer essas dúvidas, é que a direção do estabelecimento, tão logo tomou conhecimentos dos saques, apresentou uma representação criminal com o objetivo de esclarecer todo o ocorrido, pedindo a identificação e consequente punição aos responsáveis pelos saques”, alertou.

 

PB Agora

Deixe seu Comentário
Notícias relacionadas

Unidade de Saúde em Lastro é interditada por falta de segurança para profissionais

Falta de segurança para os profissionais foi o principal motivo da interdição O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente os médicos que trabalham na Unidade Básica de…

PSOL critica vereadora por tentar polemizar religião e carnaval

Em texto publicado em suas redes sociais, o presidente estadual do PSOL da Paraíba, Tárcio Teixeira, criticou o que classificou de oportunismo eleitoral, adotado pela vereadora de João Pessoa, Eliza…