O governador João Azevêdo lançou, nesta terça-feira (19), na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, o Programa Paraíba Rural Sustentável. Executado pelo Projeto Cooperar, o programa voltado para a agricultura familiar visa melhorar o acesso à água, reduzir a vulnerabilidade agroclimática e aumentar o acesso a mercados da população rural da Paraíba. No total, serão investidos US$ 80 milhões, sendo US$ 50 milhões provenientes do contrato de empréstimo com o Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida do Estado, beneficiando 45 mil famílias paraibanas.

 

Prestigiaram a solenidade o ex-governador Ricardo Coutinho; o senador Veneziano Vital do Rêgo; deputados estaduais; prefeitos; vereadores; e auxiliares do Governo do Estado.

 

Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual ressaltou que 100 municípios passarão a receber, ao longo dos próximos seis anos, um grande investimento na base da agricultura familiar. “Dentro do nosso cronograma, já iremos destinar US$ 4 milhões no programa em 2019. Esta ação mexe com a nossa economia e faz com que o Estado chegue junto das comunidades, seja pelo Cooperar, Procase, Água para Todos e Água Doce, dando suporte às famílias, ampliando, cada vez mais, os editais para aquisição de produtos da base da agricultura familiar”, explicou.

 

De acordo com João Azevêdo, os recursos serão destinados para a segurança hídrica, perfuração de poços e implantação de dessalinizadores e sistemas de abastecimento d’água. “Esses investimentos serão realizados onde se precisa ter um olhar diferenciado do Estado, seja na agricultura familiar, em arranjos produtivos locais e, acima de tudo, na infraestrutura hídrica, onde temos um investimento forte dentro desse empréstimo junto ao Banco Mundial; isso faz uma diferença muito grande para as famílias”, destacou. 

 

O ex-governador Ricardo Coutinho reforçou que o Governo do Estado tem dado provas concretas de que continua atuando em favor da população. “Esse programa irá investir R$ 300 milhões na agricultura familiar; na subsistência de homens e mulheres. Esse é um projeto de curto, médio e longo prazo para restaurar a dignidade do nosso povo”, completou.

 

O secretário da Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido, Luiz Couto, afirmou que o Programa Paraíba Rural Sustentável garantirá qualidade de vida ao trabalhador do campo. “Os agricultores terão acesso à água e poderão produzir e comercializar os seus produtos; beneficiando toda a região do Semiárido”, frisou.

 

Já o coordenador do Projeto Cooperar, Omar Gama, endossou que 222 municípios da Paraíba serão contemplados nos projetos de alianças produtivas, por meio de 170 subprojetos e planos de investimentos. Além disso, serão investidos recursos na diversificação da produção agropecuária e na melhoria nutricional e segurança alimentar. “O programa vai resgatar toda a produção dos pequenos agricultores, tendo como componentes principais o abastecimento d’ água e a área produtiva. Serão 280 abastecimentos de água singelos; 150 abastecimentos de água completos; 7.560 cisternas de alambrado; e 100 dessalinizadores com aproveitamento de rejeitos para garantir o acesso à água”, ressaltou.

 

O especialista sênior em Água e Saneamento do Banco Mundial, Marcos Thadeu Abicalil, lembrou que a operação de crédito, que irá reduzir a pobreza e garantir o crescimento inclusivo na Paraíba, só foi possível graças às gestões fiscal e social e à capacidade  técnica do Estado. “A assinatura do empréstimo demonstra que o Estado está fazendo um esforço importante para ter uma gestão fiscal responsável, criando um espaço financeiro possível para contratar operações de crédito como essa que objetivam a redução da pobreza rural e o crescimento inclusivo e sustentável”, falou.

 

O presidente da Associação dos Agricultores Familiares de Santa Rita, Gilvan Castro, disse que o projeto chegou num momento em que o setor enfrenta dificuldades para conseguir recursos. “O Governo do Estado, por meio dessa celebração, nos dará a oportunidade de retomar algumas atividades, não só na questão de infraestrutura para a produção, mas na abertura para comercialização de nossos produtos; o agricultor terá a segurança para produzir”, frisou.

 

Luciana Balbino, que trabalha numa fábrica de polpa de frutas no município de Areia, lembrou que já foi beneficiada na primeira etapa do Projeto Cooperar, que permitiu a aquisição de câmaras frias e caminhonetes, e a expectativa agora é de geração de novos empregos com o retorno do programa. “Esperamos com muita ansiedade e sem perder a esperança de que isso poderia vir a dar certo novamente. Nós queremos aumentar a nossa produtividade e, mais uma vez, aumentar a nossa capacidade de produção, beneficiando toda a região do Brejo”, relatou.

 


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