Assim como nas ruas e avenidas das cidades, o número de acidentes envolvendo motocicletas também é elevado nas rodovias federais paraibanas. De acordo com monitoramento da Polícia Rodoviária Federal, mais de 50% do número de mortes nas rodovias são de acidentes com motos. De acordo com o órgão, no caso de feridos, esse número sobe para mais de 64% dos acidentados.

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Em conversa com o PB Agora, durante sessão realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, chefe do Núcleo Regional de Prevenção de Acidentes da PRF, Ricardo Diniz, apresentou que até o dia 18 de setembro deste ano, foram registradas nas rodovias federais da Paraíba 95 vítimas fatais em acidentes de trânsito. Deste total, 51 mortes envolveram motociclista ou passageiro da moto, o que representam 53% do total de óbitos registrados. “A PRF tem atuado no combate às infrações que estão ocasionando esses acidentes. As lesões nesses acidentes são cada vez mais graves, no entanto, o número de mortos vem diminuindo, apesar da gravidade dos acidentes. A PRF tem atuado de forma severa em cima dos condutores infratores”, pontuou Ricardo.

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Ainda segundo dados apresentados por Diniz, o número de pessoas feridas em acidentes com motocicletas em rodovias federais este ano é de 635 vítimas, sejam elas com lesões leves ou graves. Esse número representa 64,33% do total de pessoas feridas em acidentes de trânsito nas rodovias da Paraíba. Porém, a atuação do órgão nas rodovias, fiscalizando, autuando e educando os condutores tem apresentado resultados positivos. “A Paraíba vem saindo de um índice de acidentes, que era o 10º pior do país. Em João Pessoa, o trecho mais complicado para nós é entre o KM-17, no Hospital de Trauma, até o KM-27, próximo ao Parque de Exposições, que é um local onde há um grande fluxo de deslocamento sazonal entre as cidades de Santa Rita e Bayeux, concentrando a maior quantidade de veículos, principalmente de motos”, explicou.

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A pilotagem sob efeito de álcool e sem a Carteira Nacional de Habilitação ainda são as maiores infrações cometidas pelos condutores de motocicletas do estado, segundo Ricardo Diniz. “Muitos se envolvem em acidente por não saberem as regras de trânsito, ou seja, o fator humano, a falta de atenção é ainda a principal causa de acidentes”, resumiu.

 

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