Quase 4 mil vítimas. Esse é o número de acidentados de moto nos primeiros seis meses de 2019, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde.

Após ouvir a coordenadora estadual do Programa Vida no Trânsito da SES, Gerlane Carvalho, o PB Agora, durante audiência pública realizada no último dia 30, Assembleia Legislativa da Paraíba, conversou com o diretor de Operações de Trânsito da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana em João Pessoa (Semob-JP), Cristiano Queiroz.

“Uma luta desleal”. Foi assim que Cristiano Queiroz avaliou as ações que vêm sendo desenvolvidas pelos órgãos de trânsito municipais e estaduais no enfrentamento ao elevado casos de acidentes envolvendo motocicletas. Para o diretor de operações de trânsito da Capital, as autarquias têm buscado a cada dia focar na elaboração de alternativas que possam surtir efeitos positivos, no entanto, segundo ele, o condutor de motocicleta não tem tido atenção e cuidado. “É preocupante e muitas vezes as ações não resolvem pelo simples fato do motociclista não cuidar da vida dele. É preciso envolver a sociedade”, argumentou Queiroz, ressaltando que as ações educativas precisam ser direcionadas a todos.

Leia também:
Parte I – Saúde do Estado alerta para gravidade de lesões ocasionadas por acidentes com moto

Cristiano destacou que apenas durante um final de semana cerca de 80 pessoas dão entrada em uma unidade de saúde vítimas de acidente de moto. Para ele, os acidentes envolvendo motocicletas é um problema de saúde pública e precisa ser tratado com seriedade e de forma urgente. “Temos que aumentar a fiscalização, fazermos mais campanha e conscientizar. Recebi informações do Hospital de Trauma que em torno de 60% dessas vítimas retornam com menos de um ano ao hospital. Assim percebe-se a gravidade desse problema”, alertou.

Queiroz revelou que, segundo pesquisas, 90% das causas dos acidentes são causados por falha humana e imperícia do condutor. O diretor da Semob-JP orienta que o motociclista conduza seu veículo com responsabilidade e serenidade para evitar acidentes e, por conseqüência, lesões graves ou até mesmo a morte. “É preciso usar da direção defensiva, não esquecer que o risco principal é da vida dele. É preciso consciência do condutor de carros, mas principalmente dos motociclistas”, explicou.

 

PB Agora

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