Chuva histórica. Famílias desabrigadas, alagamentos, desabamentos e mortes. A Paraíba inicia a semana com a parte da população tentando retomar a vida após o temporal que causou estragos e destruição em várias cidades.
O número de desalojados na Paraíba em decorrência das fortes chuvas do último final de semana, uma das maiores nos últimos 30 anos, subiu para mais de 2,2 mil pessoas, segundo boletim do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), divulgado neste domingo (3).
As chuvas registradas desde 1º de maio já afetaram mais de 16,1 mil pessoas em todo o estado. Técnicos da Defesa Civil Nacional passaram a atuar no auxílio à reconstrução das áreas atingidas.
Os dados divulgados pelo MIDR neste domingo (3) ainda apontam que a Paraíba tem 13 municípios afetados pelas chuvas, 2.210 desalojados, 703 desabrigados, dois mortos e 13 decretos municipais de situação de emergência reconhecidos no estado.
No estado, as chuvas já deixaram duas mortes por choque elétrico e levaram municípios a decretarem situação de emergência, em meio a alagamentos, deslizamentos e famílias desabrigadas.

No sábado (2), a Paraíba já tinha mais de 16 mil afetados pelas chuvas, sendo que destes, entre 514 e 624 pessoas eram pessoas desalojadas e cerca de 703 pessoas estavam desabrigadas.
Das 13 cidades que, segundo o MIDR, decretaram situação de emergência por causa das chuvas, oito já oficializaram a medida, sendo elas, o Conde, Bayeux, Santa Rita, Rio Tinto, Massaranduba, Lagoa Seca, Itatuba e Ingá.
Entre os municípios com maior número de afetados, Bayeux concentra cerca de 12 mil pessoas. Rio Tinto aparece em seguida, com aproximadamente 2.400 atingidos, enquanto Mamanguape registra cerca de 500 pessoas. Em Sapé, são 310 famílias impactadas, o que corresponde a cerca de 1.240 pessoas, e em Ingá, mais de 50 famílias foram afetadas.
Na cidade de Sapé foram contabilizadas 310 famílias atingidas (cerca de 1.240 pessoas), enquanto Ingá registra mais de 50 famílias impactadas (aproximadamente 200 pessoas). Cabedelo soma 68 pessoas afetadas, e Guarabira tem três pessoas registradas, com dados ainda pendentes da zona rural.
Em Santa Rita, o Rio Paraíba subiu mais de sete metros, deixando comunidades ilhadas e exigindo resgates com motos aquáticas. Em Rio Tinto, a cheia do Rio Mamanguape alagou cerca de 600 casas.
Já no Ingá, uma ponte se rompeu parcialmente, isolando o acesso à UPA local. Já em Pedras de Fogo, uma cratera se abriu na rodovia PB-032.
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), que tem visitado as cidades mais afetadas com o temporal, anunciou que vai decretar situação de calamidade pública no estado, após as fortes chuvas que causaram alagamentos e danos estruturais em diversas cidades.
O Governo da Paraíba está realizando a Campanha de Solidariedade Urgente, coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), para assistir à população atingida pelas fortes chuvas que caíram no Estado nesses últimos dias.
Por conta das chuvas, equipes da Defesa Civil Nacional chegam à Paraíba neste domingo (3) para garantir apoio aos municípios atingidos. Os técnicos devem orientar as prefeituras sobre o reconhecimento federal de situação de emergência, além da solicitação de recursos para assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que está em contato com autoridades locais para acompanhar a situação das chuvas na Paraíba e garantir o apoio do Governo Federal às ações de resposta.
Severino Lopes
PB Agora
