O leilão promovido da Cagepa realizado na última sexta-feira (15), em São Paulo, para transferir à iniciativa privada os serviços de saneamento em 85 municípios da Paraíba, segue repercutindo intensamente na política estadual.
A operação, que resultou em uma Parceria Público-Privada (PPP) com a empresa espanhola Acciona, provocou reação da oposição, que se uniu em críticas à condução do processo. Entre os que se manifestaram estão o advogado Olímpio Rocha (PSOL), o senador Efraim Filho (PL), o senador Veneziano Vital (MDB), o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) e o ex-governador Ricardo Coutinho (PT).
Já o deputado estadual e pré-candidato ao Senado André Gadelha (MDB) foi além e anunciou que apresentará um pedido de instalação de uma CPI do Esgoto para investigar o caso.
Do outro lado, o presidente da Cagepa, Marcus Vinícius, concedeu entrevistas nesta segunda-feira (18) e reforçou que a Companhia continua sendo pública, negando que a PPP represente uma privatização. Ele destacou que o contrato prevê investimentos de R$ 3 bilhões no estado e garantiu que a execução dos serviços será acompanhada pela Cagepa e por órgãos de fiscalização.
Sobre a Acciona ter sido citada em escândalos de corrupção na Espanha, Marcus Vinícius afirmou que não cabe à Cagepa avaliar esse histórico, mas sim assegurar que o contrato firmado seja cumprido.
PB Agora