Uma ação da Polícia Civil da Paraíba culminou, na manhã de ontem, segunda-feira (18), na prisão de um homem de 33 anos acusado de cometer um dos crimes mais estarrecedores dos últimos meses em Campina Grande. Ele é apontado como o autor de estupros sistemáticos contra a própria filha, hoje com 13 anos de idade.
O caso ganha contornos ainda mais dramáticos pelo histórico de abusos e pelo isolamento social a que a vítima era submetida.
De acordo com os detalhes fornecidos pelo delegado responsável pelo caso, Rafael Pedrosa, a barbárie não era um fato isolado, mas sim uma rotina de violência que destruiu a infância da menor.
“A menina está hoje com 13 anos de idade, mas, conforme as investigações e os relatos colhidos, ela vinha sendo estuprada desde os sete anos de idade”, afirmou o delegado Rafael Pedrosa.

A autoridade policial enfatizou o impacto psicológico devastador sobre a vítima, que sofria os abusos dentro do próprio ambiente familiar, onde deveria encontrar proteção.
Além da violência sexual contínua, a investigação da Polícia Civil revelou uma tática cruel de dominação e ocultação do crime: a menina não sabe ler nem escrever.
O acusado impedia a filha de frequentar a escola, privando-a do direito básico à educação. Segundo a polícia, essa estratégia era utilizada deliberadamente para manter a adolescente isolada do convívio social, evitando que professores, psicólogos ou colegas de classe notassem os sinais do abuso e denunciassem o caso às autoridades.
O mandado de prisão foi cumprido nas primeiras horas da manhã de segunda-feira pelas equipes policiais. O homem de 33 anos foi conduzido à delegacia, onde foram realizados os procedimentos cabíveis, e agora permanece à disposição do Poder Judiciário, devendo responder por estupro de vulnerável qualificado e cárcere privado ou abandono intelectual, a depender do fechamento do inquérito.
A Polícia Civil da Paraíba reforça a importância de que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes seja denunciada imediatamente através do Disque 100 ou do Disque 197.
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PB Agora