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Álbum da Copa 2026 arrasta multidões às bancas de Campina Grande e transforma troca de figurinhas em programa de família

Foto: Severino Lopes

A Copa do Mundo está chegando e com ela, o tradicional álbum de figurinhas com todas as seleções que vão disputar o mundial. Mais do que uma coleção, o álbum da Copa continua funcionando como um ritual afetivo que atravessa gerações. Abrir pacotinhos, trocar repetidas e completar páginas segue despertando memórias de infância em milhões de brasileiros.

O álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, lançado pela Panini, virou uma febre absoluta na Paraíba. Em Campina Grande não tem sido diferente. Colecionadores de todas as idades estão movimentando bancas de jornal, livrarias e pontos oficiais espalhados pela cidade para completar a maior coleção da história dos mundiais.

Foto: Severino Lopes

Com pacotes vendidos a R$ 7, o custo para completar o álbum pode ultrapassar R$ 1 mil. Bancas de revistas, livrarias, parques e shoppings prepararam espaços exclusivos para receber os colecionadores.

Um dos pontos tradicionais para a compra do álbum e dos pacotes de figurinhas é a Banca do Orlando, localizada na Praça da Bandeira, em frente ao prédio dos Correios e Telégrafos.

Desde o lançamento do álbum a procura tem sido grande. Esta semana o PB Agora percorreu algumas das bancas de revista existentes na cidade e atestou a procura frenética pelo álbum e pelas figurinhas. Na Banca do Orlando, a correria pelo álbum aumentou nos últimos dias com a proximidade da Copa. Todos os dias tem gente comprando.

O proprietário da banca, José Orlando Dantas, já perdeu a conta da quantidade de álbum que já vendeu. A Banca do Orlando é uma das mais tradicionais de Campina Grande e existe há 52 anos.

Foto: Severino Lopes

Em 20 dias de venda, a procura pelo álbum superou as expectativas, conforme destacou Pedro Henrique da Silva Dantas, filho de seu Orlando. No final da manhã, a procura aumenta quando os estudantes estão voltando para casa e antes, passam na banca.

“A procura tem sido muito grande. Muita gente que tradicionalmente costuma colecionar o álbum da Copa” disse.

O mesmo movimento tem sido registrado na banca da Suane Barbosa Dantas, é filha de José Orlando Dantas, que herdou do pai, a paixão pelo trabalho.

Ao lado da banca do Orlando, na Banca Revistalândia, a procura pelo álbum da Copa também é grande.  O proprietário Davi Silva Luna, disse que mesmo com outros estabelecimentos tendo colocado o álbum à venda, o momento este ano tem surpreendido. Muita gente querendo o álbum.

“Apesar de termos grandes concorrentes no mundo digital de grandes magazines, a procura tem sido grande” disse.

Todos os públicos, segundo ele, compram o álbum. Uma tradição que passa de pai para filho e de avô para neto.

A maioria, segundo Davi, está comprando o álbum pelo prazer de colecionar, independente de torcer ou não pela Seleção Brasileira.

Davi Silva Luna, que herdou a banca do pai Jessé Souza Luna, no ramo desde a década de 1970, contou que cresceu no balcão entre jornais e revistas.  Em todas as Copas ele sempre vendeu o álbum de figurinhas, sendo que este ano, a “febre dos colecionadores” tem surpreendido.

Foto: Severino Lopes

O lançamento do Álbum da Copa e o divertimento de trocas de figurinhas, virou um trabalho temporário para Junior Salviano. Ele instalou uma banca para atrair os colecionadores no centro da cidade. E não se arrepende. A procura tem sido intensa, principalmente por figuras dos jogadores da Seleção Brasileira.

“É uma tradição que passa de gerações, e este ano não tem sido diferente. A procura maior é por figuras da Seleção.  A gente percebe que os campinenses estão animados e confiantes na Seleção Brasileira. No momento está faltando figuras da Seleção” revelou.

Em um shopping da cidade, um espaço foi reservado para a venda do álbum e a troca de figurinhas. E o movimento tem sido intenso. Gente de todas as idades procurando as figuras para completar o álbum e chegar na Copa com todos os jogadores colados em suas respectivas seleções.

No cantinho da Livraria

A Livraria instalada no Shopping Partage, em Campina Grande, reservou uma sala no andar de cima para o encontro dos colecionadores. Gente de toda idade. Muitas pessoas desconhecidas, que pela primeira vez se encontraram apenas para a divertida troca de figurinhas no clima da Copa do Mundo. O espaço tem sido um sucesso. Movimentado todos os dias.

Foto: Severino Lopes

As figurinhas espalhadas na mesa com olhares atentos dos colecionadores, revelam que o clima é de Copa e que a tradição de colecionar o álbum foi mantida. Como não poderia ser diferente, a busca é pelas figuras com os jogadores da Seleção Brasileira. Encontrar uma das figuras dos jogadores convocados por Carlo Ancelotti, é um tesouro.  Neymar ainda não está disponível. O jogador do Santos, não veio na tiragem inicial do álbum da Copa do Mundo 2026 da Panini, mas deve ganhar uma figurinha oficial.

Mateus Soares é um colecionador antigo do álbum da Copa. Desde 2022, que ele sempre coleciona. Tem os álbuns do Catar (2022) e agora do Canadá, México e Estados Unidos (2026). Morador de Pocinhos, no Agreste paraibano, ele encontrou outros colecionadores no espaço da livraria, na tarde da última quinta-feira (21), apenas para trocar as figurinhas. Ele conta que ainda está tentando completar a página da Seleção Brasileira. Falta muito. Preferencialmente, Mateus Soares que encontrar a foto do goleiro Alisson. Também estava em busca de Vinicius Junior. Essa conseguiu.

Foto: Severino Lopes

“É um momento descontraído essa troca de figurinhas. Eu queria muito encontrar a foto de Alisson. Até agora não encontrei. A de Vini Junior eu consegui trocar” contou.

O estudante Caio Oliveira, morador de Campina Grande também está tentando fechar a página com os jogadores da Seleção Brasileira. Já tem quase todos. Só falta o goleiro Alisson.

Em meio a busca pelas figurinhas que não são repetidas, a troca seguiu durante parte da tarde com outros colecionadores.

Febre que une pais e filhos

A troca de figurinhas da edição 2026 do tradicional álbum da Copa do Mundo reúne colecionadores em diferentes estabelecimentos do estado para “negociar” jogadores das seleções participantes. O custo para completar o álbum é caro, a dinâmica que muitos pais tem feito é pedir ajuda dos avós e tios e amigos.

Foto: Márcia Dias

Em meio à febre das figurinhas da Copa, a brincadeira tem ido além da coleção e fortalecido a relação entre pais e filhos. Em Campina Grande, a pequena Ully Virginia, de 10 anos, encontrou no pai, Janio Lima, o principal parceiro na missão de completar o álbum.

Entre compras, trocas e negociações, os dois transformaram a coleção em um verdadeiro trabalho em equipe. “Uma das formas de saber que o álbum está ficando completo é pelo peso”, brinca Ully, animada com a quantidade de figurinhas já coladas.

Apesar da empolgação, a menina também demonstra preocupação com os gastos do pai durante a busca pelos cromos. Segundo Jânio, a experiência tem servido não apenas como diversão, mas também como aprendizado.

“Ela já pergunta o preço dos pacotes, faz contas, tenta negociar repetidas e até decide quando vale a pena trocar. Isso nos ensina responsabilidade e consciência financeira desde cedo”, contou.

Foto: Márcia Dias

O pai afirma ainda que a coleção acabou aproximando ainda mais os dois na rotina diária. “Hoje a gente passa mais tempo junto procurando figurinhas, conversando, indo aos pontos de troca e comemorando cada página completada. Isso não tem preço”, disse.

Além da diversão, Ully comemora justamente essa maior interação com o pai, transformando o álbum em uma experiência afetiva e cheia de memórias para a família.

Considerado o maior álbum da história das Copas, o modelo deste ano reúne 980 cromos – quase 300 a mais do que na edição anterior – acompanhando a expansão do Mundial para 48 seleções. O tamanho da coleção transformou o álbum em um dos assuntos mais comentados entre fãs de futebol, colecionadores e até adultos nostálgicos que voltaram a comprar figurinhas após anos longe do hábito.

Severino Lopes

PB Agora

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