A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, na terça-feira (03/11), já é marcada por números históricos. O partido ampliou a presença no Congresso, conquistou governos estaduais e avançou até em redutos tradicionalmente republicanos.
Os resultados redesenham o mapa político americano, com conquistas que não eram vistas há décadas. Também representam uma derrota importante para o presidente Donald Trump, que terá que lidar com uma oposição fortalecida nos próximos dois anos de mandato.
Da mudança no voto popular a recordes eleitorais em diferentes regiões do país, veja os números que ajudam a dimensionar o resultado das urnas.
Um dos sinais mais expressivos da mudança de cenário político está no voto popular para a Câmara. Com 89% dos votos apurados, os democratas somavam 59,6 milhões de votos, o equivalente a 54,98% do total. Os republicanos tinham 47,2 milhões, ou 43,56%.
O resultado representa uma virada em relação à eleição presidencial de 2024. Naquele ano, Trump recebeu 77,3 milhões de votos, ou 49,8% do total, enquanto Kamala Harris teve 75 milhões, equivalentes a 48,3%.
Mais de 62 milhões de americanos votaram antecipadamente, antes do dia 3 de novembro, segundo dados da Universidade da Flórida. O levantamento também indicava uma vantagem democrata entre os votos depositados antes do dia da eleição.
As pesquisas já apontavam um cenário favorável aos democratas, mas a dimensão das vitórias foi além do esperado. O partido avançou em diferentes regiões do país e conquistou espaços em estados tradicionalmente republicanos.
O partido também conquistou nove dos dez estados mais populosos do país. A Flórida foi a única exceção: será governada por um republicano. Mesmo no estado, porém, a vitória republicana ficou abaixo do que as pesquisas projetavam.
Com O Globo
