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Tribunal da ONU começa a julgar os 4 membros do Khmer Vermelho vivos por crimes cometidos

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Os quatro dirigentes ainda vivos do regime do Khmer Vermelho começaram a ser julgados nesta segunda-feira (27) pelos crimes cometidos pela organização maoísta há mais de três décadas no Camboja, onde causaram a morte de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Envelhecidos e abandonados pelos guerrilheiros que ordenaram pulverizar o país, os três homens e a mulher que fizeram parte da cúpula liderada pelo líder Pol Pot enfrentam acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade, homicídio e genocídio.

O caso se desenrola no tribunal internacional criado pelas Nações Unidas há cinco anos com a finalidade de fazer justiça às vítimas do regime, enquanto para as novas gerações de cambojanos as atrocidades dos anos 1970 é história.

Os réus são o chefe de Estado do regime do Khmer Vermelho, Khieu Samphan, de 79 anos; o ideólogo e número dois da organização, Nuon Chea, de 84 anos; o ministro das Relações Exteriores da época, Ieng Sary, de 85 anos; e sua esposa e então ministra de Assuntos Sociais, Ieng Thirith, de 79 anos. Os quatro rejeitam as acusações.

A audiência inicial desta segunda-feira (27) vai tratar questões legais, principalmente se Ieng Sary pode voltar a ser julgado, levando em conta que um tribunal nacional o condenou a morte à revelia por genocídio em 1979, mas depois concedeu anistia real em 1996.

Mais complexo caso

O tribunal internacional enfrenta o principal e mais complexo caso contra a cúpula do Khmer Vermelho imerso em uma crise pelas divisões internas sobre a conveniência de julgar a mais de suspeito ao mesmo tempo.

A corte emitiu sua primeira condenação em julho de 2010 de 35 anos de prisão para Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, que dirigiu o centro de detenção e torturas do S-21 no qual 16 mil pessoas morreram, na mesma prisão e nos campos de extermínio de Choeung Ek, nos arredores da capital, Phnom Penh.

O chefe do Khmer Vermelho, Pol Pot, morreu na floresta cambojana em 1998, prisioneiro de seus próprios correligionários.

 

G1

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