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Figura lendária da política revela possibilidade de deixar briga pelo Executivo da PB para tentar Câmara

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Há quem acredite que recuar seja sinônimo de derrota. Já para os mais idealistas, o caminho do sucesso passa justamente pelo ensinamento de Lenin: “dar um passo a trás para dar dois à frente”. É nessa vertente que a líder do Partido da Classe Operária na Paraíba, Lourdes Sarmento (PCO), pode estar decidindo mudar os rumos de sua caminhada política.

Em depoimento exclusivo ao PB Agora, a líder esquerdista, conhecida também por seu jeito ‘feroz’ de enfrentar os adversários em debate, confessou que pode abdicar este ano de disputar o cargo de prefeita de João Pessoa, para tentar uma cadeira no Parlamento da Capital. Caso confirme os planos, Lourdes irá quebrar uma tradição ‘histórica’ em seu ‘curriculum’ eleitoral, pois é assídua na disputar pela “cabeça” dos Executivos, hora Municipal, hora Estadual.
“Ainda estou analisando o que vale mais para o nosso projeto de luta”, afirmou Sarmento.

A professora universitária aposentada fez as contas e mostrou quão viável é sua candidatura à Câmara da Capital. Segundo ela, sua votação nos últimos anos (quando disputou o Executivo) pode parecer insignificante, mas, quando colocada em uma disputa onde se pode vencer com pouco menos de 3 mil votos, as coisas ganham outra dimensão.

Por outro lado, Sarmento revela que uma circunstância pode fazê-la desistir da disputa, mesmo com os votos necessários para a vitória: a falta de uma coligação forte. Nas suas contas, o PCO sozinho não vai alcançar os proáveis 18 mil votos necessário para uma sigla conseguir a vaga de um vereador. Para que isso aconteça, precisaria firmar aliança com outros grupos da esquerda, tais quais o PSTU e o PSOL.

“Aí é onde mora o problema. Aparentemente temos os mesmo ideais políticos, mas na prática as coisas são bem diferentes”, revela a líder operária.

Segundo Sarmento, as disputas nas entidades organizadas dos trabalhadores, mais especificamente nos sindicatos, criam um clima de rivalidade ferino o suficiente para colocá-los sempre em “trincheiras” opostas.

Nesse panorama, caso não consiga convencer seus “companheiros” de esquerda a abraçar o projeto de eleger um representante do grupo, a professora está fada a mais uma derrota, desta vez contra centenas de olho no Legislativo.

 

 

coluna do jornalista Luís Alberto Guedes

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