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Petraeus será mais agressivo no Afeganistão

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Novo comandante das tropas americanas no Afeganistão, o general David Petraeus deve adotar a mesma abordagem “intelectual e agressiva” que usou no Iraque, na opinião de John C. McManus, historiador militar da Missouri University of Science and Technology.

Considerado o arquiteto da guerra no Iraque, Petraeus foi escolhido por Obama para substituir o general Stanley McChrystal, após a crise gerada por declarações do militar e de seus assessores à revista "Rolling Stone", em que eles criticavam vários integrantes da administração Obama.

“Ele [Petraeus] entende que a contra-insurgência, muitas vezes, exige moderação. Ele também entende que um inimigo como os talibãs devem ser perseguidos, rendidos e desprovidos de sustento e do respeito público. Isso só pode ser feito com operações de combate extensivas. Ele é muito experiente em lidar com a política de Washington e tem um bom histórico de trabalhar bem com o alto nível das autoridades civis, como Ryan Crocker [ex-embaixador americano em Bagdá]”, descreve o historiador.

Embora, “estrategicamente”, McManus não veja uma grande mudança após a troca de comando no Afeganistão. “Ambos [Petraeus e seu antecessor] são comandantes dinâmicos que não conhecem o significado da palavra ‘desistência’. Petraeus terá papel importante em qualquer mudança, mas é provável que as linhas gerais venham da administração Obama.”

Após troca do comando dos EUA no Afeganistão, Talibã diz que luta segue Estratégia no Afeganistão não muda com novo comando, afirma a Otan Número de militares estrangeiros mortos no país em junho atinge 75 Retirada
 

Com relação à retirada das tropas norte-americanas do país asiático até 2011, uma das promessas de campanha de Obama, o historiador acredita que depende, em grande medida, da política doméstica dos EUA, o que inclui o resultado das eleições paralamentares deste ano.

“Se as eleições indicarem uma maior pressão do eleitorado sobre os políticos eleitos por uma retirada [das tropas], isso pode acontecer. Mas se a guerra continuar um assunto de pano de fundo –como parece ser o caso hoje- tenho minhas dúvidas se uma retirada total possa ocorrer”, diz.

Militares
 

Para o historiador, a controvérsia gerada entre membros da administração Obama e os militares no Afeganistão fazem parte de uma “tensão natural” entre generais e presidentes do país, que não deve resvalar em crise institucional, como temiam analistas.

“Este foi só o último exemplo desta tensão natural que existe entre generais e presidentes ao longo da história americana. No nosso sistema, militares são sempre subordinados a líderes civis eleitos. Basicamente, presidentes devem desenvolver estratégias e os generais devem implementá-las. Todo americano parece concordar com isso. O problema é saber onde termina a autoridade do presidente e onde a do general começa.”
 

G1

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